Artigo da seção pessoas Alzira E

Alzira E

Artigo da seção pessoas
Música  
Data de nascimento deAlzira E: 08-09-1957 Local de nascimento: (Brasil / Mato Grosso do Sul / Campo Grande)

Biografia

Alzira Maria Miranda Espíndola (Campo Grande MS 1957). Cantora, compositora, instrumentista. Aos 9 anos, com a irmã Tetê, compõe sua primeira canção (Aa vaa cama), registrada no disco Amme, em 1991, e, aos 10, autodidata, aprende a tocar violão. Em 1968, forma com os irmãos Tetê, Geraldo e Celito o grupo Lua Nova, que excursiona entre Cuiabá e Campo Grande. Em 1975, o grupo se reúne novamente sob o nome Luz Azul, apresentando composições próprias de caráter regional, entre as quais figuram algumas de Alzira. Rebatizado com o nome Lírio Selvagem e sediado em São Paulo, o conjunto grava um disco em 1978 (Tetê e o Lírio Selvagem, em que Alzira faz sua primeira aparição como cantora) e se dissolve em 1980.

Depois de trabalhar com os violeiros Almir Sater e Passoca e conhecer a chamada Vanguarda Paulista,¹ Alzira inicia carreira solo em 1986, com o LP Alzira Espíndola (3M). Nele, com participação da viola de Almir Sater, grava canções de sua autoria (como Fluir, Luzmarina, Rio Fatal e Vejo a Vida, essa última em parceria com Arrigo Barnabé) e de outros compositores da Região Centro-Oeste. Em 1988, participa com a irmã Tetê da gravação de Adeus Pantanal, de Itamar Assumpção, com quem começa uma frutífera parceria, compondo algumas das canções de seu segundo álbum, AMME (iniciais de seu nome completo), produzido pelo selo Baratos Afins em 1991. Indicado ao Prêmio Sharp 1992 de melhor cantora pop, o disco também marca a estreia de sua longa parceria com a poeta Alice Ruiz. O terceiro disco, Peçamme (Baratos Afins), é lançado em 1996. Em 1998, canta com a irmã Tetê clássicos da música sertaneja sul-mato-grossense no álbum Anahí (Dabliú). Ainda nesse ano, no álbum Olhos de Farol, Ney Matogrosso grava Bomba H, dela com Itamar Assumpção. Dessa parceira resultam Finalmente, Transpiração e Existem Coisas na Vida, todas gravadas por Ney Matogrosso. Em 2000, Alzira relê o repertório de Maysa no CD Ninguém Pode Calar (Dabliú), cuja faixa Meu Mundo Caiu é incorporada à coletânea Divas do Brasil, lançada em Portugal em 2003. Participa também do disco Pop Pantanal, do irmão Jerry Espíndola, na faixa Azeite, em que eles dividem a autoria com Itamar Assumpção. No ano seguinte, reúne-se com os irmãos para realizar o disco independente Espíndola Canta. Em 2005, grava 12 músicas compostas em parceria com Alice Ruiz, no disco Paralelas, pelo selo de Zélia Duncan, que canta em três faixas. Faz também parceria com Dante Ozzetti (Parte B), Lucina (Outra Coisa), Luhli (Chorinho Caipira) e Sueli Batista (Chapada Reluz). No mesmo ano, inicia parceria com o poeta Arruda, com quem compõe Fácil, Diz, Assim que Possível e Toda Tão, finalistas do Prêmio Visa de Composição 2006 e lançadas, com outras nove canções da dupla, em Alzira E (2007, Duncan Discos), que ela adota como novo nome artístico. Uma dessas parcerias, Chega Disso, é gravada por Zélia Duncan. Em 2011, lança com o poeta Arruda o disco Pedindo a Palavra.
 
Nota
1 Denominação dada pela imprensa paulistana a um conjunto heterogêneo de músicos e bandas que, entre 1979 e 1985, se reúnem no teatro Lira Paulistana, em São Paulo. Entre eles destacam-se Itamar Assumpção e Banda Isca de Polícia, Premeditando o Breque, Grupo Rumo e Língua de Trapo. Alzira chega a se apresentar nesse teatro no início dos anos 1980.

 

Comentário crítico

Inicialmente, as composições de Alzira Espíndola caracterizam-se pela fusão da música regional sul-mato-grossense com gêneros urbanos modernos. Sua primeira canção registrada em disco, Na Catarata (gravada em Tetê e o Lírio Selvagem), é uma guarânia na qual ecoam sonoridades do rock: "Eu sou um bicho pequeno aqui no rocha/ Eu tenho a terra e não penso em domá-la/ A roça grande é um mundo de raiz/ Gerando sangue, muito verde por aqui". À letra impregnada de imagens do Pantanal (presentes no figurino do grupo, com estampas de onças, tuiuiús e folhagens), soma-se uma melodia de colorações regionais, apoiada sobre o acompanhamento rítmico e o baixo típicos do gênero paraguaio, porém modernizada pela presença de instrumentos eletrônicos.

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Outras informações de Alzira E:

  • Outros nomes
    • Alzira Maria Miranda Espíndola
    • Alzira Espíndola
  • Habilidades
    • Cantor/Intérprete
    • Compositor
    • Instrumentista

Eventos relacionados (4)

Fontes de pesquisa (4)

  • ALBIN, Ricardo (coord.). Alzira Espindola. In:. Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Disponível em: <www.dicionariompb.com.br/alziraespondola>. Acesso em: 10 jan. 2011.
  • ESPÍNDOLA, Tetê. Página oficial da artista. Disponível em: <www.teteespindola.com.br/>. Acesso em: 10 jan. 2011.
  • MURGEL, Ana Carolina A. de Toledo. Alice Ruiz, Alzira Espíndola, Tetê Espíndola e Ná Ozzetti: produção musical feminina na Vanguarda Paulista. Dissertação de mestrado. Campinas, IFCH-UNICAMP, 2005.
  • OLIVEIRA, Laerte Fernandes de. Em um porão de São Paulo: o Lira Paulistana e a produção alternativa. São Paulo: Annablume, FAPESP, 2002.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • ALZIRA E. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2019. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa367468/alzira-e>. Acesso em: 25 de Ago. 2019. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7