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Marcus Alvisi

Outros Nomes: Marcus Aurélio de Souza Alvisi | Marcos Alvisi
  • Análise
  • Biografia

    Marcus Aurélio de Souza Alvisi (Volta Redonda RJ 1954). Diretor. Destaca-se na direção de comédias, trabalhando seguidamente com o ator Diogo Vilela, com quem monta o monólogo de Nikolai Gogol Diário de Um Louco.

    Forma-se em interpretação, 1973, e em direção teatral, 1988, na Universidade do Rio de Janeiro, Uni-Rio. Seu primeiro trabalho profissional, Solidão, a Comédia, de Vicente Pereira, protagonizado por Diogo Vilela, 1991, recebe os prêmios Apetesp e Shell de melhor espetáculo. Em 1992, encena Colombo, de Michel de Ghelderode, com Rubens Corrêa no papel principal e, em 1994, Navalha na Carne, de Plínio Marcos, com Diogo Vilela e Louise Cardoso - em que amplia, na cenografia e na interpretação, as dimensões física e estilística do universo intimista do texto, com resultados próximos à caricatura. Ainda em 1994, dirige Não Se Fuma em Cingapura, de Vicente Pereira, um dos esquetes da coletânea 5 X Comédia. Em 1996, assina O Pedido de Casamento, de Anton Tchekhov. Em 1997, novamente protagonizado por Diogo Vilela, Diário de Um Louco, de Nikolai Gogol, recebe os prêmios Shell e Mambembe de melhor espetáculo. O crítico Macksen Luiz, considerando que o diretor demonstra "sensibilidade afinada" com o texto, observa que ele realiza uma encenação pautada sobre a articulação da emoção: "A encenação parece propositalmente menos densa, numa aparente tentativa de buscar a humanidade da personagem nas suas oscilações emocionais. O diretor não se intimida ao tentar até alguns toques de humor e ensaia, ainda que timidamente, se desprender do realismo. (...) Os dois momentos da personagem - a dissociação da realidade e o confinamento no manicômio - estão bem marcados pelo diretor, que consegue aproveitar a pausa (inclusive para a mudança do cenário) para criar um belo impacto cênico para registrar a transformação do tempo. A iluminação de Marcus Alvisi também marca com desenho detalhista as passagens de tempo (...)".1

    Também em 1997, encena La Ronde, de Arthur Schnitzler; Vermelhos Balões Vermelhos, de Eduardo Pavilovsky, e Sangue e Laquê, de Marcelo Bruno. Seguem-se Um Caso de Vida ou Morte - Em Algum Lugar Dentro Deste Vasto Mundo, de Woody Allen, e Boom!, de Luiz Carlos Góes, 1999. Em 2001, monta Tudo no Escuro, de Peter Shaffer; Hamlet, de William Shakespeare, e Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues. Na encenação do texto de Peter Shaffer revela seu conhecimento do tempo cômico, segundo o crítico Macksen Luiz: "A montagem de Marcus Alvisi alcança a fluência para que o vaudeville se concretize cenicamente. A direção se mostra sintonizada com o espírito da comédia, encontrando ritmo que permite que as pausas para o riso (fundamentais num texto de ação e humor) sejam devidamente absorvidas pela platéia. O fôlego do texto é mantido com a administração do tempo da comédia por Marcus Alvisi, que realiza uma boa tradução do humor da peça para o elenco".2

    Em 2002, dirige, adapta e interpreta Dentro da Noite, de João do Rio.

    Notas

     

     

    1. LUIZ, Macksen. A grandeza humana numa pequena jóia literária. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 13 set. 1997.

     

     

     

    2. LUIZ, Macksen. Desencontros e correrias que divertem. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 18 jan. 2001.

Espetáculos

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Fontes de Pesquisa

EICHBAUER, Hélio. [Currículo]. Enviado pelo artista em 24 de abril de 2011. Espetáculo: Um Caso de Vida e Morte - 1998.

Programa do Espetáculo: WIT - Jornada de um Poema - 2000

ALBUQUERQUE, Johana. Marcus Alvisi (ficha curricular) In: _________. ENCICLOPÉDIA do Teatro Brasileiro Contemporâneo. Material elaborado em projeto de pesquisa para a Fundação VITAE. São Paulo, 2000.

ALVISI, Marcus. Currículo enviado pelo diretor. Rio de Janeiro, 2002.

LUIZ, Macksen. Virulência hoje desgastada. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 20 ago. 1994.

LUIZ, Macksen. Dramalhão com ótica psicológica. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 02 set. 1997.