Artigo da seção pessoas Clóvis Garcia

Clóvis Garcia

Artigo da seção pessoas
Teatro  
Data de nascimento deClóvis Garcia: 28-02-1921 Local de nascimento: (Brasil / São Paulo / Taquaritinga) | Data de morte 28-10-2012 Local de morte: (Brasil / São Paulo / São Paulo)
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Clóvis Garcia , s.d. , Fredi Kleemann
Registro fotográfico Fredi Kleemann

Biografia

Clóvis Garcia (Taquaritinga SP 1921 - São Paulo SP 2012). Crítico, cenógrafo, figurinista, ator e professor. Personalidade teatral envolvida em diversas áreas do teatro, tanto as teóricas quanto as práticas desde os anos 1950. Sua contribuição é reconhecida como crítico pioneiro voltado às atividades do teatro infantil.

Após cumprir uma formação em direito, concluída em 1942, faz um curso de cenografia promovido pelo Museu de Arte de São Paulo, Masp, em 1954. É fundador do Grupo de Teatro Amador, GTA, em 1950 e, posteriormente, da Federação Paulista de Amadores Teatrais. Entre 1951 e 1958 assina uma coluna de crítica teatral na revista O Cruzeiro. Em 1955, ajuda a fundar e escreve na revista Teatro Brasileiro. Dedicando-se ao teatro infantil, assina uma coluna especializada entre 1972 e 1986 no jornal O Estado de S. Paulo e entre 1980 e 1990 junto ao Jornal da Tarde, atividade que lhe rende prestígio e premiações na área.

Como ator participa de algumas montagens do GTA, realizando também várias cenografias para o grupo. Atua em Arsênico e Alfazema, de Joseph Kesselring, com direção de Adolfo Celi, pelo Teatro Brasileiro de Comédia - TBC, em 1949. Em 1953 faz os cenários de Volta, Mocidade, de William Inge, direção de Graça Mello, pelo Teatro de Equipe; Ingênua até Certo Ponto, de Hug Herbert, direção de Armando Couto, para o Teatro Íntimo Nicette Bruno - TINB; e em 1957 a de Três Anjos Sem Asas, de Albert Hussan, direção de Sergio Cardoso, produção Companhia Nydia Licia-Sergio Cardoso.

Além de professor de história do teatro do Departamento de Teatro Popular do Sesi - TPS, executa as cenografias para montagens do conjunto, como Cidade Assassinada, de Antônio Callado, 1963; Noites Brancas, de Dostoieviski,1964; Caprichos do Amor e do Acaso, de Marivaux, 1964; A Sapateira Prodigiosa, de Federico García Lorca, 1965; O Avarento, de Molière, 1965; Manhãs de Sol, de Oduvaldo Vianna, 1966, e Intriga e Amor, de Schiller, em 1967, todas encenações comandadas por Osmar Rodrigues Cruz.

Desde 1969 torna-se professor de diversas matérias no curso de bacharelado em Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo - ECA/USP, onde recebe, em 1999, o título de Professor Emérito.

Em sua produção ensaística destacam-se um capítulo no livro Teatro Experimental do Negro - TEN, em 1966; a apresentação do livro O Teatro de Timochenco Wehbi, de 1980; um capítulo em Teatro e Ensino de Literatura, escrito em 1981, além de apreciável rol de artigos para publicações internacionais.

Outras informações de Clóvis Garcia:

  • Habilidades
    • cenógrafo
    • ator
    • crítico de teatro
    • figurinista
    • professor de teatro

Representação (1)

Espetáculos (39)

Todos os espetáculos

Fontes de pesquisa (3)

  • Crítico de teatro morre aos 91 anos. O Estado de S. Paulo, 30 out. 2012. Vida, p.A24 Não catalogado
  • GARCIA, Clóvis. Memorial do artista disponibilizado para a pesquisadora Elizabeth Azevedo. São Paulo, maio 2002.
  • GUERINI, Elaine. Nicette Bruno & Paulo Goulart: tudo em família. São Paulo: Cultura - Fundação Padre Anchieta: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2004. 256 p. (Aplauso Perfil). 792.092 G932n

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • CLÓVIS Garcia. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa359358/clovis-garcia>. Acesso em: 26 de Jun. 2017. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7