Artigo da seção pessoas Hilda Hilst

Hilda Hilst

Artigo da seção pessoas
Literatura / teatro  
Data de nascimento deHilda Hilst: 21-04-1930 Local de nascimento: (Brasil / São Paulo / Jaú) | Data de morte 04-02-2004 Local de morte: (Brasil / São Paulo / Campinas)

Biografia
Hilda de Almeida Prado Hilst (Jaú, SP, 1930 - Campinas, SP, 2004). Poeta, ficcionista, dramaturga e cronista. Após a separação de seus pais, em 1932, muda-se com a mãe, Bedecilda Vaz Cardoso, para Santos, e, em 1937, para São Paulo. Cursa o primário e o ginásio no internato do Colégio Santa Marcelina. Completa os estudos secundários no Instituto Mackenzie, em 1947. No ano seguinte, ingressa na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, graduando-se em 1952. Sua estreia em livro ocorre em 1950, com a publicação do livro de poemas Presságio. Em 1966, determinada a dedicar-se apenas à literatura, muda-se para a Casa do Sol, chácara em Campinas. Nesse ano, morre seu pai, Apolônio de Almeida Prado Hilst, que desde 1935, diagnosticado esquizofrênico paranoico, passa por períodos de internação em hospitais psiquiátricos - episódios relacionados ao momento tornam-se motivos recorrentes na obra de Hilda. Entre 1967 e 1969, escreve oito peças teatrais, parcialmente inéditas até 2009. Em 1970, estreia na prosa, com a publicação de Fluxo-Floema. A mãe, internada desde o início da década de 1960 também em hospitais psiquiátricos, morre no mesmo ano. Em 1990, com a publicação de O Caderno Rosa de Lori Lamby, anuncia que vai aderir à literatura pornográfica. Após sucessivas internações em decorrência de isquemias e tumores no pulmão, Hilda morre, em 2004.

Comentário Crítico
Tendo iniciado sua carreira literária como poeta, Hilda Hilst é primeiramente identificada com a geração de 45 - constituída por jovens, segundo Antonio Candido (1918), manifestantes de "irritada impaciência com as impurezas literárias da geração anterior [os modernistas de 1930]". A aproximação deve-se ao emprego recorrente das formas fixas da tradição lírica desde os primeiros títulos: Presságio (1950), Balada de Alzira (1951) e Balada do Festival (1955). Esses livros, definidos por Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982) como "poesia de tipo literário", ou seja, que recorre à tradição como forma de obter "êxito fácil", são excluídos pela própria autora da coletânea Poesia 1959/1967, reunião de tudo o que produzira até então.

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Outras informações de Hilda Hilst:

Espetáculos (14)

Exposições (6)

Fontes de pesquisa (14)

  • FARIA, Idelma Ribeiro de. Hilda Hilst. In: CAMPOS, Milton de Godoy. Antologia poética da Geração de 45: 1a. série. São Paulo: Clube de Poesia, 1966. p.114-115.
  • HILDA Hilst. Texto Léo Gilson Ribeiro, Renata Pallottini, Eliane Robert Moraes, Lygia Fagundes Telles, Carlos Vogt, Caio Fernando Abreu, Nelly Novaes Coelho; fotografia Eduardo Simões; pesquisa Rosana Tokimatsu; colaboração Adam Sun, Maria Eugênia, Massao Ohno, Romulo Fialdini, Telê Ancona Lopez, Millôr Fernandes, Jorge Coli. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 1999. 143 p., il. p&b. (Cadernos de literatura brasileira, 8). Encarte. 
  • MORAES, Eliane Robert. Da medida estilhaçada. In: HILDA Hilst. Texto Léo Gilson Ribeiro, Renata Pallottini, Eliane Robert Moraes, Lygia Fagundes Telles, Carlos Vogt, Caio Fernando Abreu, Nelly Novaes Coelho; fotografia Eduardo Simões; pesquisa Rosana Tokimatsu; colaboração Adam Sun, Maria Eugênia, Massao Ohno, Romulo Fialdini, Telê Ancona Lopez, Millôr Fernandes, Jorge Coli. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 1999. 143 p., il. p&b. (Cadernos de literatura brasileira, 8). Encarte. 
  • ANUÁRIO de teatro 1994. São Paulo: Centro Cultural São Paulo, 1996. 415 p. R792.0981 A636t 1994
  • CANDIDO, Antonio. Literatura e cultura de 1900 a 1945. In: ______. Literatura e Sociedade. São Paulo: T.A. Queiroz, 2000.
  • COELHO, Nelly Novaes. A poesia obscura/luminosa de Hilda Hilst e a metamorfose de nossa época. In: A literatura feminina no Brasil contemporâneo. São Paulo: Siciliano, 1993, p.79-101.
  • FONTA, Sérgio. [Currículo]. Enviado pelo artista em 2011 Não Catalogado
  • GALVÃO, Walnice Nogueira. Mulheres e poetas. DO Leitura. São Paulo, v. 23, n. 1, p. 23-33, 1. sem. 2005
  • HOLANDA, Sérgio Buarque de. O fruto proibido. Folha da Manhã, São Paulo, 2 set. 1952
  • MEDINA, Cremilda de Araújo. Hilda Hilst. In: ______. A posse da terra: escritor brasileiro hoje. Lisboa, Imprensa Nacional/Casa da Moeda; São Paulo: Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, 1985. p.237-248.
  • PÉCORA, Alcir. Nota do organizador In: HILST, Hilda. Júbilo, memória, noviciado da paixão. São Paulo: Editora Globo, 2003, pp. 12-13.
  • Planilha enviada pela pesquisadora Julia Alves Carvalhal Não Catalogado
  • Programa do Espetáculo - Gata em Teto de Zinco Quente - 1978 Não catalogado
  • RIBEIRO, Léo Gilson. Os versos de Hilda Hilst, integrando a nossa realidade. Jornal da Tarde, São Paulo, 14 fev. 1980c..

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • HILDA Hilst. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa3170/hilda-hilst>. Acesso em: 24 de Set. 2017. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7