Artigo da seção pessoas Wesley Duke Lee

Wesley Duke Lee

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Artes visuais  
Data de nascimento deWesley Duke Lee: 21-12-1931 Local de nascimento: (Brasil / São Paulo / São Paulo) | Data de morte 12-09-2010 Local de morte: (Brasil / São Paulo / São Paulo)
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O Campeao , s.d. , Wesley Duke Lee
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Biografia

Wesley Duke Lee (São Paulo, São Paulo, 1931 - Idem, 2010). Desenhista, gravador, artista gráfico, professor. Faz curso de desenho livre no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), em 1951. Um ano depois, viaja para os Estados Unidos e estuda na Parson's School of Design e no American Institute of Graphic Arts, em Nova York, até 1955. Nessa época, acompanha as primeiras manifestações da arte pop e vê trabalhos de Robert Rauschenberg (1925-2008), Jasper Johns (1930) e Cy Twombly (1928-2011).

No Brasil, em 1957, deixa a publicidade e torna-se aluno do pintor Karl Plattner (1919-1989), com quem trabalha em São Paulo e, posteriormente, na Itália e na Áustria, até 1960. Nessa época, vive também em Paris, freqüenta a Académie de la Grande Chaumière e o ateliê de Johnny Friedlaender (1912-1992). Retorna ao Brasil em 1960. Em 1963, inicia trabalho com os jovens artistas Carlos Fajardo (1941), Frederico Nasser (1945), José Resende (1945), Luiz Paulo Baravelli (1942), entre outros. Nesse ano, realiza, no João Sebastião Bar, em São Paulo, O Grande Espetáculo das Artes, um dos primeiros happenings do Brasil. Procura organizar um movimento artístico, o realismo mágico, com Maria Cecília (1928), Bernardo Cid (1925-1982), Otto Stupakoff (1935-2009) e Pedro Manuel-Gismondi (1925-1999), e outros. Em 1966, com Nelson Leirner (1932), Geraldo de Barros (1923-1998), José Resende (1945), Carlos Fajardo e Frederico Nasser, funda, como reação ao mercado de arte, o Grupo Rex, que existe até 1967.

Análise

Wesley Duke Lee é pioneiro na incorporação dos temas e da linguagem pop no Brasil. Em 1963, cria o movimento realismo mágico, com Marcia Cecília, Pedro Manuel-Gismondi, Otto Stupakoff e Carlos Felipe Saldanha. O aspecto figurativo do movimento é uma alternativa à academicização do abstracionismo no Brasil.

Ainda em 1963, ensina artistas como Carlos Fajardo, Frederico Nasser, José Resende e Luiz Paulo Baravelli. Duke Lee trabalha intensamente com esses alunos, por cerca de dois anos. No período, o trabalho do pintor sai do plano e ganha o espaço tridimensional. Obras como O Trapézio ou Uma Confusão (1966) e O Helicóptero (1967) já se articulam como ambientes. Em 1969, mora na Califórnia, onde faz experiências com novas tecnologias e leciona na Universidade do Sul da Califórnia, em Irvine. Durante a década de 1970, lida com outras tradições, como a cartografia, a caligrafia oriental e os desenhos de botânica.

Outras informações de Wesley Duke Lee:

  • Outros nomes
    • Wesley Duke Lee
  • Habilidades
    • pintor
    • gravador
    • desenhista
    • artista gráfico
    • professor de artes plásticas
    • publicitário
    • artista visual

Obras de Wesley Duke Lee: (57) obras disponíveis:

Todas as obras de Wesley Duke Lee:

Midias (1)

Descrito como “o artesão de ilusões”, o multiartista Wesley Duke Lee é conhecido por seu estilo único e libertário que se reflete em obras de forte impacto visual, presentes nos principais acervos do mundo. Ele tem na disciplina e na intuição seus pontos fortes: “A arte é um sistema de harmonia que precisa de ordem. Liberdade é expressão, mas você tem que se educar para ter essa expressão”, acredita ele. Impressionado com o dadaísmo, movimento de vanguarda europeu que nos idos de 1916 promoveu a ruptura com o excesso de formalidade do academicismo na arte e estimulou a pop art nos Estados Unidos na década de 1960, Lee é pioneiro ao incorporar elementos e linguagens dadá em desenhos e pinturas. “Só uso cores puras e justapostas. Não faço meio tom e isso é oriundo da publicidade”, afirma o artista que, ao invés de censurar as técnicas publicitárias, transformou-as, criando uma versão própria e muito particular.

Produção: Documenta Vídeo Brasil
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Erika Mota (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

Espetáculos (1)

Exposições (261)

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Temas do artigo: Artes visuais  
Data de iníciosp-arte 2011: 12-05-2011  |  Data de término | 15-05-2011
Resumo do artigo sp-arte 2011:

Fundação Bienal de São Paulo

Fontes de pesquisa (18)

  • LEE, Wesley Duke. As Sombra ações: uma exposição de Wesley Duke Lee, realista mágico dito Arkadin d'y Saint Amer. São Paulo: Galeria Luisa Strina, 1976. 44 p., il. color.
  • ALVARADO, Daisy Valle Machado Peccinini de. Figurações Brasil anos 60: neofigurações fantásticas e neo-surrealismo, novo realismo e nova objetividade brasileira. Prefácio José Roberto Teixeira Leite. Apresentação Ricardo Ribenboim. São Paulo: Edusp / Itaú Cultural, 1999. 180p.
  • AMARAL, Aracy. Arte e meio artístico: entre a feijoada e o x-burguer: 1961-1981. São Paulo: Nobel, 1983.
  • AMARAL, Aracy.O Purgatório dos Artistas, Galeria, São Paulo, (26): 37, jul. - ago. 1991.
  • AMARANTE, Leonor. As Bienais de São Paulo: 1951-1987. São Paulo: Projeto, 1989. 408 p., il. p&b., color.
  • ANDRADE, Jorge. Labirinto. São Paulo: Paz e Terra, 1978.
  • ANTOLOGIA crítica sobre Wesley Duke Lee. São Paulo: Paulo Figueiredo Galeria de Arte, 1981. 96 p. (cópia), il. color.
  • BIENAL BRASIL SÉCULO XX, 1994, São Paulo, SP. Bienal Brasil Século XX: catálogo. Curadoria Nelson Aguilar, José Roberto Teixeira Leite, Annateresa Fabris, Tadeu Chiarelli, Maria Alice Milliet, Walter Zanini, Cacilda Teixeira da Costa, Agnaldo Farias. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994.
  • COSTA, Cacilda Teixeira da. Wesley Duke Lee: um salmão na corrente taciturna. São Paulo: Edusp: Alameda, 2005. 232 p., il. p&b color.
  • DUARTE, Paulo Sérgio. Anos 60: transformações da arte no Brasil. Rio de Janeiro: Lech, 1998.
  • IMAGINÁRIOS singulares. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1987. 136 p., il.p&b.
  • LAGNADO, Lisette. Disciplinadas brincadeiras de Wesley Duke Lee. Casa Vogue Brasil. As paredes de Casa Vogue, São Paulo: CartaEditorial, p.216-221, 1988. Edição especial, São Paulo.
  • LEE, Wesley Duke. Retrospectiva Wesley Duke Lee. São Paulo ; Rio de Janeiro ; Museu de Arte Moderna de São Paulo ; Centro Cultural do Banco do Brasil, 1993. 58p. il. p.b. color.
  • LEE, Wesley Duke. Wesley Duke Lee. Texto Wesley Duke Lee. Rio de Janeiro: Funarte, 1980. 56 p., il. p.b. color. (Arte brasileira contemporânea).
  • MATTOS, Cláudia Valladão de; AGUILERA, Yanet (org.). Entre quadros e esculturas: Wesley e os fundadores da escola Brasil. Tradução Douglas V. Smith, Silvio Rosa Filho. São Paulo: Discurso Editorial, 1997. 149 p., il. figs.
  • Morre em São Paulo o artista plástico Wesley Duke Lee. G1. São Paulo, 13 setembro 2010. Disponível em: http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2010/09/morre-em-sao-paulo-o-artista-plastico-wesley-duke-lee.html Acesso em 14 set. 2010. Não catalogada
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. 2v.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • WESLEY Duke Lee. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa3154/wesley-duke-lee>. Acesso em: 21 de Out. 2017. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7