Artigo da seção pessoas Noel Rosa

Noel Rosa

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Música  
Data de nascimento deNoel Rosa: 11-12-1910 Local de nascimento: (Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro) | Data de morte 04-05-1937 Local de morte: (Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro)
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Noel Rosa , s.d. , Nássara

Biografia
Noel de Medeiros Rosa (Rio de Janeiro RJ 1910 - idem 1937). Compositor, violonista, intérprete. Filho de Manuel de Medeiros Rosa e Marta de Azevedo, nasce em 11 de dezembro de 1910. O parto difícil exige o uso de fórceps, fato que lhe provoca problemas permanentes no maxilar. Cresce em Vila Isabel, bairro carioca de classe média. É alfabetizado pela mãe, professora, com quem também aprende a tocar bandolim e, com o pai, violão. Ingressa na escola regular e se forma em 1928. Em 1931 entra na faculdade de medicina, mas abandona o curso no ano seguinte, pois é incompatível com a carreira artística em evolução.

A vida artística começa no conjunto amador Flor do Tempo, que se transforma em Bando dos Tangarás (1929), formado, entre outros, por João de Barro e Almirante, seu primeiro biógrafo. Para o conjunto, compõe e grava. Ao mesmo tempo começa a frequentar com assiduidade a boêmia de Vila Isabel e da Lapa. Em 1930 inicia a carreira individual com a gravação e o sucesso de Com que Roupa?. No ano seguinte começa a compor de maneira sistemática e em quantidade, como as canções Cordiais Saudações, Quem Dá Mais? e Gago Apaixonado, sendo que algumas delas acabam utilizadas no teatro musicado.

O relativo sucesso individual e com o conjunto colaboram para a assinatura de contratos com algumas emissoras de rádio. Em 1932 é contratado pela Rádio Philips como contrarregra no programa do Casé, apresentando-se também como cantor. A partir desse momento seu universo profissional e artístico se expande, revelando-se nas várias parcerias (Lamartine Babo, Ismael Silva, Orestes Barbosa, Francisco Alves) e nas excursões por São Paulo e sul do Brasil. Nesse contexto conhece Vadico, com quem estabelece marcante parceria, iniciada com Feitio de Oração (1933) seguida por Pra que Mentir (1934), Feitiço da Vila (1934) e Conversa de Botequim (1935). O ano de 1933 dá início a um período criativo e produtivo, com dezenas de canções gravadas por ele e outros intérpretes, tais como Positivismo (com Orestes Barbosa), O Orvalho Vem Caindo, Três Apitos, Não Tem Tradução, Filosofia (com André Filho), entre outras. É nesse ano também que ocorre a conhecida polêmica com o compositor Wilson Batista que redunda em canções como Rapaz Folgado (1933), Feitiço da Vila, Palpite Infeliz (1935).

Uma fase repleta de problemas se inicia em 1934. Apesar da reconhecida paixão por Ceci, nesse ano casa-se com Lindaura, grávida, que perde a criança. Mesmo apresentando sintomas de tuberculose e casado, continua no mesmo ritmo de boêmia e de trabalho, gravando e compondo bastante para o rádio e teatro musicado. No ano seguinte é obrigado a viajar para Belo Horizonte com o objetivo de curar a doença. Enfraquecido, em 1936, faz poucas músicas, entre elas Você Vai se Quiser e Xis do Problema. Mesmo com o agravamento da doença, em 1937 ele compõe Pra que Mentir e O Último Desejo. No início desse ano viaja novamente em tratamento para as cidades fluminenses de Nova Friburgo e depois Barra do Piraí, onde passa mal. É obrigado a retornar com urgência para a capital e morre no dia 4 de maio de 1937.

Comentário Crítico
A crítica bibliográfica em torno da obra musical de Noel Rosa é rica e diversificada. Isso se deve a vários fatores. Em primeiro lugar porque ele apresenta obra bastante criativa e variada que revela o período importante de mudanças culturais e musicais que ocorrem no Rio de Janeiro na transição da década de 1920 a 1930. Marcadas pela expansão do entretenimento urbano e, sobretudo, dos meios de comunicação eletrônicos - baseada no binômio indústria fonográfica-radiofônica -, elas são determinantes para a decantação dos diversos gêneros musicais urbanos, como a marchinha e principalmente o samba. Noel Rosa é elemento central nesse processo, pois sua obra estabelece diálogo entre as diversas culturas urbanas, realizando uma espécie de síntese do processo iniciado no começo do século XX. Além disso, o aspecto inovador e original ocupado por sua obra, associado à impressionante produção de aproximadamente 250 canções concentrada basicamente em apenas cinco anos (1930-1935), permite que ela seja abordada de diversas maneiras.

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Outras informações de Noel Rosa:

  • Outros nomes
    • Noel de Medeiros Rosa
  • Habilidades
    • compositor
    • cantor/Intérprete
    • músico

Representação (1)

Fontes de pesquisa (10)

  • Fontes de Pesquisa

     

  • ALMIRANTE. No tempo de Noel Rosa. Série radiofônica, 1951, Coleção Collector's, Petrópolis.
  • CHEDIAK, Almir, Noel Rosa. Songbook,4 volumes, Lumiar Ed., 1991
  • DIDIER, Carlos, MAXIMO, João, Noel Rosa. Uma biografia. Brasília, Ed. UnB, 1990.
  • DOMINGUES, Henrique Foreis (Almirante). No Tempo de Noel Rosa. 2.ed. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves Editora S.A., 1977. 229 p.
  • MARCONDES, Marcos Antonio, (org), Enciclopédia da música brasileira. Erudita, folclórica, popular, SP, Art editora Ltda, 1977.
  • MARIZ, Vasco. A canção Brasileira - Erudita, folclórica, popular. 3ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977.
  • Nova História da Música Popular Brasileira, Noel Rosa, SP, Editora Abril, 1977.
  • SANDRONI, Carlos, Feitiço decente. Transformações do samba no Rio de Janeiro (1917-1933), RJ, Jorge Zahar Ed./Ed.UFRJ, 2001.
  • TINHORÃO, José Ramos, História social da música popular brasileira, SP, Ed 34, 1998.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • NOEL Rosa. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2018. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa2917/noel-rosa>. Acesso em: 17 de Ago. 2018. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7