Pessoas

Ferreira Gullar

Outros Nomes: José Ribamar Ferreira | José Ribamar Ferreira Gullar | José de Ribamar Ferreira
  • Análise
  • Biografia
    José Ribamar Ferreira (São Luís MA 1930). Poeta, crítico de arte, jornalista, escritor, dramaturgo, tradutor. Dedica-se à poesia a partir de 1943. Em 1948, torna-se locutor da Rádio Timbira e colabora no suplemento literário do Diário de São Luís. No mesmo ano, adota o nome Ferreira Gullar. Transfere-se para o Rio de Janeiro em 1951. Entre 1951 e 1956 trabalha como revisor e redator para a Revista do Instituto de Aposentadoria dos Comerciários, as revistas O Cruzeiro e Manchete e o jornal Diário Carioca. Em 1954 publica o livro de poemas A Luta Corporal. Entra em contato com os poetas concretistas Augusto de Campos (1931- ), Haroldo de Campos (1929-2003) e Décio Pignatari (1927- ). Integra a equipe que elabora o Suplemento Dominical do Jornal do Brasil, em 1955, com o qual passa a colaborar. Participa da Exposição Nacional de Arte Concreta, realizada no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), em dezembro de 1956 e no Ministério da Educação e Cultura (MEC), no Rio, em 1957.

    Discorda das ideias do grupo concretista paulista, expressas no artigo Da Psicologia da Composição à Matemática da Composição, e redige em resposta Poesia Concreta: Experiência Fenomenológica, texto que marca sua ruptura com o movimento. Ambos são publicados numa mesma edição do Suplemento Dominical, em 1957. Torna-se amigo do crítico de arte Mário Pedrosa (1900-1981), com quem debate conceitos de arte no contexto. Por ocasião da 1ª Exposição Neoconcreta, realizada no Rio e Janeiro em 1959, escreve o Manifesto Neoconcreto, publicado no Suplemento Dominical do Jornal do Brasil e assinado também por Amilcar de Castro (1920-2002), Aluísio Carvão (1920-2001), Franz Weissmann (1911-2005), Hélio Oiticica (1937-1980), Lygia Clark (1920-1988), Lygia Pape (1927-2004), Reynaldo Jardim (1926- ) e Theon Spanudis (1915-1986). Publica ainda em 1959, no mesmo suplemento carioca, a Teoria do Não-Objeto, que expressa as ideias fundamentais do neoconcretismo.

    Em 1961, dirige a Fundação Cultural, em Brasília, para a qual elabora o projeto do Museu de Arte Popular. O período marca uma inflexão em sua atuação e produção. É presidente do Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE), em 1962. Em seus trabalhos literários, teatrais e de cunho ensaístico, assume uma atitude de engajamento político e social. Em 1964, edita pelo CPC seu ensaio Cultura Posta em Questão, que tem a primeira edição queimada durante a invasão de militares à UNE. Filia-se ao Partido Comunista em 1964, quando funda o Grupo Opinião, com os dramaturgos Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974), Paulo Pontes (1940-1976), entre outros. Por conta de seu engajamento político e do Ato Institucional nº 5 (AI-5), é preso em 1968, com o jornalista Paulo Francis (1930-1997) e os músicos Gilberto Gil (1942- ) e Caetano Veloso (1942- ). Em 1969, lança o ensaio Vanguarda e Subdesenvolvimento. Passa a viver na clandestinidade, e, a partir de 1971, seguem-se anos de exílio em Paris, Moscou, Santiago, Lima e Buenos Aires. Nesse período, colabora para O Pasquim usando o pseudônimo de Frederico Marques.

    Em 1976, sem sua presença, Poema Sujo é lançado no Rio de Janeiro e tem grande repercussão. Volta ao Brasil em 1977. Escreve para a televisão e o teatro. Em 1980, comemora seus 50 anos e lança Toda Poesia, reunião de sua obra poética. Consolidando a carreira como crítico e teórico de arte, publica, em 1985, Etapas da Arte Contemporânea: do Cubismo à Arte Neoconcreta, coletânea de artigos escritos no Suplemento Dominical do Jornal do Brasil entre março de 1959 e outubro de 1960. De 1992 a 1995, é diretor do Instituto Brasileiro de Arte e Cultura (Ibac), que volta a ter o antigo nome, Fundação Nacional de Arte (Funarte). O pleno reconhecimento a sua carreira vem a partir da década de 1990, período em que recebe diversos prêmios e homenagens, entre os quais se destacam o Prêmio Jabuti, categoria poesia, concedido em 1999; a indicação ao Prêmio Nobel de Literatura, em 2002; o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras (ABL), pelo conjunto da obra, em 2005; e o Prêmio Camões, concedido pelos governos do Brasil e de Portugal, em 2010.

    Comentário crítico
    Autor de extensa e diversificada produção literária e teórica, Ferreira Gullar figura certamente entre os mais importantes poetas e críticos de arte brasileiros da atualidade. Sua trajetória poética se inicia na década de 1940, em São Luís, Maranhão. Seu primeiro livro de poesias, Um Pouco Acima do Chão, de 1949, refere-se a um período de formação, quando se ampara na leitura das antologias de simbolistas e parnasianos e de poetas maranhenses. De 1950 a 1953 escreve os poemas de A Luta Corporal, que exploram as propriedades gráficas e vocais das palavras, rompem com a ortografia e quebram convenções da lírica tradicional, de que é exemplo Roçzeiral. Essa obra leva a consequências extremas a tendência formalista da poesia e tem semelhanças com a poesia dos poetas paulistas, que lançam o movimento da poesia concreta (1956-1957). Entre os concretistas paulistas encontram-se diversos artistas visuais que formam o Grupo Ruptura, liderados por Waldemar Cordeiro (1925-1973). Segundo Ferreira Gullar, sua participação no concretismo é circunstancial.¹ Integra o movimento, embora não compartilhe a proposta teórica do grupo a respeito do fenômeno poético.

    Entre suas experiências poéticas desse período destacam-se o livro-poema - no qual o volume, as páginas, a tipologia e a posição das palavras são partes integrantes do significado do poema -; os poemas espaciais - que exploram a tridimensionalidade, sendo praticamente uma escultura com palavras -; e o poema enterrado - em que o leitor penetra com o próprio corpo no poema. Trata-se de uma sala subterrânea, construída na casa do pai do artista plástico Hélio Oiticica (1937-1980), no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro, dentro da qual está um cubo de madeira em que havia sido escrita a palavra "rejuvenesça". Mas Ferreira Gullar logo identifica impasses nessas tentativas que exploram o limite entre a expressão poética e as artes visuais, e promove uma radical mudança de rumo em sua obra, abandona as experiências de vanguarda e se engaja na política por meio do Centro Popular de Cultura (CPC).

    Na década de 1960, explora as formas poéticas populares dos cantadores e da literatura de cordel. Nessa produção, o objetivo de denunciar os problemas sociais e contribuir para a transformação da sociedade brasileira sobrepuja o interesse pelos aspectos formais e propriamente literários, opção que ele mesmo revê anos mais tarde, quando adota uma posição crítica com relação a essa simplificadora sujeição da arte a veículo de mensagens ou instrumento de luta política. É durante seu exílio em Buenos Aires que escreve Poema Sujo. Considerado uma obra-prima da literatura brasileira, mistura lembranças de sua vida no Maranhão com questões políticas enfrentadas pelo Brasil no período. O poema, gravado numa fita cassete trazida ao país pelo poeta Vinicius de Moraes (1913-1980), é apresentado em algumas audições privadas antes de ser publicado, em 1976.

    Paralelamente à produção poética, Ferreira Gullar constrói uma sólida obra teórica e crítica no campo das artes visuais. O ponto inicial dessa trajetória é a publicação do Manifesto Neoconcreto, em 1959, que marca as diferenças entre os artistas que assinam o documento e o grupo concretista de São Paulo. Em oposição ao racionalismo exacerbado das tendências concretistas, o neoconcretismo defende a busca da experimentação de múltiplas linguagens e reforça a importância da intuição na criação artística. Do mesmo ano é a Teoria do Não-Objeto, que sistematiza as proposições estéticas do grupo. O conceito de "não objeto" sintetiza as propostas artísticas do movimento neoconcretista, como a negação da representação, o abandono da moldura e da base, a inserção da obra diretamente no espaço e o envolvimento do espectador no trabalho artístico.

    Ferreira Gullar é um autor que anunciou, elaborou e reviu juízos e posições. Em Cultura Posta em Questão, de 1964, defende o engajamento político, o desejo de fazer da arte um instrumento da conscientização social. As ideias contidas nesse livro, que organiza as principais posições políticas que nortearam a ação do CPC, são mais tarde revistas pelo autor.²

    Um dos temas aos quais se dedica em textos escritos em diferentes momentos de sua vida diz respeito à noção de vanguarda e ao estudo das chamadas vanguardas artísticas. Em Vanguarda e Subdesenvolvimento, de 1969, procura explicar os vínculos que ligam as expressões artísticas modernas ao conjunto do processo cultural, demonstrando que o conceito vanguarda não tem validade universal e precisa ser situado histórica e socialmente. Sob essa perspectiva, analisa os movimentos artísticos, explorando as particularidades decorrentes das condições específicas do Brasil. Retoma essas discussões na década de 1980, quando chama a atenção para o fato de que a vanguarda se tornou uma espécie de aval para experimentalismos inconseqüentes.³

    Em Indagações de Hoje, livro que reúne artigos e conferências produzidos entre 1975 e 1987, Gullar volta a analisar a dependência cultural, as vanguardas e a relação entre arte e ideologia, sem deixar de lado considerações de ordem estética. Na década de 1990, já consagrado como crítico e poeta, escreve Argumentação contra a Morte da Arte, em que aborda questões delicadas e polêmicas da arte contemporânea, ataca a experimentação pela experimentação nas artes plásticas e critica a falta de embasamento das propostas de boa parte das vanguardas.

    Seu livro dedicado às artes visuais, Etapas da Arte Contemporânea: do Cubismo à Arte Neoconcreta, de 1985, traz aspectos da história da arte, adotando como perspectiva a evolução que leva ao movimento concretista e neoconcretista. A obra, uma coletânea de artigos publicados no Suplemento Dominical do Jornal do Brasil entre março de 1959 e outubro de 1960, focaliza os movimentos de vanguarda do século XX como o cubismo, o futurismo, os movimentos russos, o neoplasticismo e a Bauhaus. Escritos "em pleno calor do movimento neoconcreto",4 os artigos situam-no como herdeiro das experiências artísticas mais radicais do século XX, com o propósito de, como ele próprio sintetiza, "definir as raízes históricas da arte neoconcreta, reinterpretando os movimentos de vanguarda a partir de uma perspectiva original".5

    Em sua produção mais recente de crítica de arte, rediscute antigos temas, revendo posições defendidas em obras de períodos anteriores, trata de questões da arte contemporânea ou volta-se a ensaios especialmente dedicados a artistas internacionais e nacionais. É o caso de Relâmpagos, de 2003, antologia de textos escritos ao longo de 50 anos que tratam de artistas de diversos períodos da história da arte, no mundo e no Brasil. Michelangelo Buonarroti (1475-1564), Leonardo da Vinci (1452-1519), Pablo Picasso (1881-1973), Henri Matisse (1869-1954), Rembrandt van Rijn (1606-1669), Francisco de Goya (1746-1828), Auguste Rodin (1840-1917), Paul Cézanne (1839-1906), Pierre-Auguste Renoir (1841-1919), Vincent van Gogh (1853-1890) e Marc Chagall (1887-1985) estão entre os nomes internacionais destacados. A produção brasileira é abordada em análise das obras de Oswaldo Goeldi (1895-1961), Iberê Camargo (1914-1994), Franz Weissmann (1911-2005) e Siron Franco (1947- ), entre outros. Conforme deixa explícito na apresentação, busca um embate sem intermediários com a obra de arte, considerada como objeto perceptivo, experiência sensorial - fenômeno do ver -,6 ao criar textos que mesclam a crítica, o ensaio e a poesia.

    Notas
    1 "Meu encontro com o concretismo e minha participação no movimento foram frutos de uma convergência momentânea, em função da crise da linguagem poética que, no plano da minha geração, ajudei a agravar". In: GULLAR, Ferreira. Corpo a corpo com a linguagem. Publicado em 1999. Disponível em: [http://portalliteral.com.br/ferreira_gullar/porelemesmo/corpo_a_corpo_com_a_linguagem.shtml?]

    2 Em entrevista a Cassiano Elleck Machado, publicada na Folha de S. Paulo (07 de dezembro de 2002, Caderno Ilustrada páginas E3), dá o seguinte depoimento acerca de Cultura posta em questão: "Esse sim, é um livro um pouco da época em que foi feito, é um livro de luta, que defende engajamento político, desejo de fazer da arte instrumento da conscientização social. Era um erro". No prefácio do relançamento de Cultura posta em questão e Vanguarda e subdesenvolvimento, de 2002, Gullar contextualiza os ensaios, marcando as mudanças em relação a seu pensamento da década de 1960.

    3 GULLAR, Ferreira. Vanguarda e seus limites. In: Indagações de hoje. Rio de Janeiro: José Olympio, 1989, p. 17-25.

    4 GULLAR, Ferreira. Etapas da arte contemporânea: do cubismo à arte neoconcreta. 2. ed. Rio de Janeiro: Revan, 1998. p. 7.

    5 idem p. 11.

    6 GULLAR, Ferreira. Algumas palavras. In: ______. Relâmpagos: dizer o ver. São Paulo: Cosac & Naify, 2003.

Primeiras edições

Primeiras edições

Poesia
Um pouco acima do chão - 1949
A Luta Corporal - 1954
Poemas - 1958
João Boa-Morte, Cabra Marcado para Morrer (cordel) - 1962
Quem Matou Aparecida? (cordel) - 1962
A  Luta Corporal e Novos Poemas - 1966
Por você, por Mim - 1968
Dentro da Noite Veloz - 1975
Poema Sujo - 1976
Na Virtigem do Dia - 1980
Crime na Flora ou Ordem e Progresso - 1986
Barulhos - 1987
Formigueiro - 1991
Muitas vozes - 1999

Crônica
A Estranha Vida Banal - 1989

Infantil e juvenil
Um Gato Chamado Gatinho - 2000
O Menino e o Arco-íris - 2001
O Rei que Mora no Mar - 2001
O Touro Encantado - 2003
Dr. Urubu e Uutras Fábulas - 2005

Conto
Gamação - 1996
Cidades Inventadas - 1997

Memória
Rabo de Foguete - 1998

Biografia
Nise da Silveira - 1996

Ensaio
Teoria do Não-Objeto - 1959
Cultura Posta em Questão - 1965
Vanguarda e Subdesenvolvimento - 1969
Augusto dos Anjos ou Morte e Vida Nordestina - 1976
Uma Luz no Chão - 1978
Sobre Arte - 1982
Etapas da Arte Contemporânea: do Cubismo à Arte Neoconcreta - 1985
Indagações de Hoje - 1989
Argumentação Contra a Morte da Arte - 1993
Relâmpagos - 2003
Sobre Arte, sobre Poesia - 2006

Teatro
Se Correr o Bicho Pega, se Ficar o Bicho Come - 1966 - com Oduvaldo Vianna Filho
A saída? Onde fica a Saída? - 1967 - com Antônio Carlos Fontoura e Armando Costa
Dr. Getúlio, Sua Vida e Sua Glória - 1968 - com Dias Gomes
Um rubi no umbigo - 1978
O Homem como Invensão de si Mesmo - 2012

Traduções e edições estrangeiras

Traduções e edições estrangeiras

Alemão
Schmuiziges Gedicht [Poema sujo]. Tradução Curt Meyer-Clason. Frankfurt: Suhrkamp, 1985.
Faule Bananen und Andere Gedichte. Tradução Curt Meyer-Clason.  Frankfurt, Verlag Maus Dieter Vervuert, 1986.
Der Grüne Glanz der Tage. Tradução Curt Meyer-Clason. München:  R. Piper Gmbh & Co. Kg, 1991.
Livro-Poema. Franenfeld, Herausgeber Verlag, Suíça, 1965.

Espanhol
En el Vértigo del Dia [Na Vertigem do Dia].  México, Editorial Aldus, 1998.
Poema Sucio [Poema sujo].  Tradução Jorge Timossi. Havana: Casa de las Américas, 2000.
Poema Sucio [Poema sujo]. Bogotá, Editorial Norma, 1998.
Poema Sucio [Poema sujo]. Madri, Visor Libros, 1997.
La Lucha Corporal y Otros Incendios. Caracas, Centro Simón Bolívar, 1977.
Poemas. Lima, Tierra Brasileña, 1985.
Hombre Comun y Otros Poemas. Buenos Aires: Calinanto Editorial, 1979.

Holandês
Morgen is Weer Geen Andere Dag. [Amanhã ainda não será outro dia e outros poemas]. Tradução August Willensem. Holanda, Wagner & Van Santen, 2003.
29ª Rotterdamse Schouwburg. Tradução August Willemsen. Roterdam, 1998.

Inglês
Dirty poem [Poema sujo]. New York: University Press of America, 1991.

Português
Obra poética. Vila Nova de Famalicão: Quasi, 2003.

Espetáculos

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Exposições

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Eventos

Fontes de Pesquisa

EICHBAUER, Hélio. [Currículo]. Enviado pelo artista em 24 de abril de 2011. Espetáculo: Antígona - 1969

ESTADÃO. Disponível em: < http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,bete-coelho-interpreta-stalin-em-peca-de-autor-espanhol,748610,0.htm >. Acesso em :26 de julho de 2011

AMARAL, Aracy (coord.). Arte construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner. Texto Maria Alice Milliet, Ferreira Gullar, Paulo Sérgio Duarte, Ana Maria de Moraes Belluzzo, Alexandre Wollner, Aracy Amaral, Adolpho Leirner; tradução Izabel Murat Burbridge. São Paulo: DBA, 1998. 364 p., il. color.

BRAIT, Beth. Ferreira Gullar - literatura comentada. São Paulo: Nova Cultural, 1988.

BRITO, Ronaldo. Neoconcretismo: vértice e ruptura do projeto construtivo brasileiro. 2. ed. São Paulo : Cosac & Naify, 1999. 110 p. il., p.b. color. (Espaço da arte brasileira).

GULLAR, Ferreira. Cultura posta em questão / Vanguarda e subdesenvolvimento. Rio de Janeiro: José Olympio, 2002.

GULLAR, Ferreira. Etapas da arte contemporânea: do cubismo à arte neoconcreta. 2. ed. Rio de Janeiro: Revan, 1998. 304 p., il. p&b.

GULLAR, Ferreira. Relâmpagos: dizer o ver. São Paulo: Cosac & Naify, 2003. 176 p., il. p&b color.

GULLAR, Ferreira. Toda poesia (1950-1987). Apresentação Sérgio Buarque de Hollanda. 5.ed. rev. aum. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1991. xiii, 375 p.

GULLAR, Ferreira. Vanguarda e subdesenvolvimento: ensaios sobre arte. 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978. 143 p. (Perspectivas do Homem. Série Ensaio, 57).

FERREIRA GULLAR. Site Oficial do Poeta. Rio de Janeiro, 2008. Disponível em: [http://portalliteral.terra.com.br/ferreira_gullar/]. Acesso em: 25 out. 2008.

GULLAR, Ferreira. Dossiê Personalidades Artes Cênicas. Rio de Janeiro: Cedoc/Funarte, s.d.

KÜHNER, Maria Helena; ROCHA, Helena.Opinião: para ter opinião. Rio de Janeiro: Relume Dumará:Prefeitura, 2001.

MICHALSKI, Yan. O teatro sob pressão: uma frente de resistência. 2ª ed. Jorge Zahar Editor, 1989.

MOSTAÇO, Edelcio. Teatro e política: Arena, Oficina e Opinião. São Paulo: Proposta Editorial, 1982.

MOURA, George. Ferreira Gullar: entre o espanto e o poema. Rio de Janeiro: Relume Dumará: Prefeitura, 2001.