Artigo da seção pessoas Nuno Ramos

Nuno Ramos

Artigo da seção pessoas
Artes visuais  
Data de nascimento deNuno Ramos: 05-03-1960 Local de nascimento: (Brasil / São Paulo / São Paulo)
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Série Afogadas , 1997 , Nuno Ramos
Registro fotográfico João Musa/Itaú Cultural

Biografia

Nuno Álvares Pessoa de Almeida Ramos (São Paulo, São Paulo, 1960). Escultor, pintor, desenhista, cenógrafo, ensaísta, videomaker. Cursa filosofia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP), de 1978 a 1982. Trabalha como editor das revistas Almanaque 80 e Kataloki, entre 1980 e 1981. Começa a pintar em 1982, quando funda o ateliê Casa 7, com Paulo Monteiro (1961), Rodrigo Andrade (1962), Carlito Carvalhosa (1961) e Fábio Miguez (1962).

Realiza os primeiros trabalhos tridimensionais em 1986. No ano seguinte, recebe do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP) a 1ª Bolsa Émile Eddé de Artes Plásticas. Em 1992, em Porto Alegre, expõe pela primeira vez a instalação 111, que se refere ao massacre dos presos na Casa de Detenção de São Paulo (Carandiru) ocorrido naquele ano. Publica, em 1993, o livro em prosa Cujo e, em 1995, o livro-objeto Balada.

Vence, em 2000, o concurso realizado em Buenos Aires para a construção de um monumento em memória aos desaparecidos durante a ditadura militar naquele país. Em 2002, publica o livro de contos O Pão do Corvo. Para compor suas obras, o artista emprega diferentes suportes e materiais, e trabalha com gravura, pintura, fotografia, instalação, poesia e vídeo.

Análise

Nuno Ramos começa a pintar em 1982, nessa época, seus trabalhos são figurativos e gestuais, feitos com esmalte sintético sobre papel. Sua pintura é influenciada por Julian Schnabel (1951) e Anselm Kiefer (1945). A partir de 1985, passa a utilizar tinta a óleo sobre tela. A massa de tinta torna-se mais espessa e as formas, mais abstratas. No período, adquire prestígio e visibilidade. Participa da 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1985) e da 2ª Bienal de Havana (1986).

Em 1987, exibe suas primeiras obras tridimensionais. Faz esculturas com cal, tecido e madeira. Os trabalhos mostram uma mudança em sua carreira: o interesse desloca-se de uma figuração associada ao gesto expressivo, para a composição de peças em que se relacionam materiais díspares. No ano seguinte, as superfícies de seus quadros se avolumam, tomadas por uma massa grossa e colorida, onde se amalgamam objetos de natureza distinta como madeira, pano e arame. Esse agregar de materiais projeta a superfície para os limites do suporte, transformando-o num relevo.

Na década de 1990, desenvolve as suas primeiras instalações. Nelas também reúne materiais de naturezas distintas. Dispõe esculturas, imagens fotográficas, textos e outros objetos incorporados no espaço. Em 1992, realiza 111, onde aborda a brutalidade do massacre de 111 detentos na Casa de Detenção de São Paulo (Carandiru), ocorrido no mesmo ano. Em 1996, expande a área em que seu trabalho se mostra e realiza o projeto ambiental Matacão. O artista insere pedras em covas ao ar livre, na Zona Rural de Orlândia, São Paulo.

Ao mesmo tempo, realiza peças de mármore e granito com vaselina, como Manorá, 1997/1999 e faz telas cada vez maiores. Em 2002, mostra o seu primeiro filme, Luz Negra, em homenagem ao cantor e compositor Nélson Cavaquinho (1910 - 1986). No ano seguinte, instala grandes peças de areia no Museu de Arte da Pampulha (MAP), em Belo Horizonte, e no Museu do Açude, no Rio de Janeiro.

Outras informações de Nuno Ramos:

  • Outros nomes
    • Nuno Álvares Pessoa de Almeida Ramos
  • Habilidades
    • escultor
    • desenhista
    • Cenógrafo
    • ensaísta
    • pintor
    • Ilustrador
    • poeta
    • gravador
  • Relações de Nuno Ramos com outros artigos da enciclopédia:

Obras de Nuno Ramos: (55) obras disponíveis:

Título da obra: O Duelo

Artigo da seção obras
Temas da obra: Artes visuais  
Data de criaçãoO Duelo : 1985
Autores da obra:
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Legenda da imagem representativa:

Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Título da obra: 111

Artigo da seção obras
Temas da obra: Artes visuais  
Data de criação111 : 1992
Autores da obra:
Imagem representativa da obra
Legenda da imagem representativa:

Registro fotográfico Eduardo Ortega

Todas as obras de Nuno Ramos:

Midias (2)

Nuno Rumos - Encontros
Itaú Cultural

Nuno Ramos, 2009
Na mente inquieta de Nuno Ramos, as pedras brilham, a chuva fala e burrinhos carregam vozes. Em atuação desde 1984, o paulistano expressa o que chama de “operações pictóricas” – frutos de seu imaginário e de seus conflitos internos – por meio de gravuras, pinturas, fotografias, poesia e vídeo. Em suas criações, há uma tentativa de infringir o que seria um pensamento estético. Essa busca é feita a partir do uso de matérias-primas como madeira, tecido, arame, cal, esmalte sintético, mármore e granito, com as quais ele desenvolve desenhos, que ganham cores, texturas e formas geométricas, resultando em peças tridimensionais. “Tem algo do mundo das fábulas. Apesar de trabalhar com certa dose de violência, coisas que quebram e são razoavelmente agressivas, no limite, o que eu faço é da ordem da conciliação”, conceitua.

Produção: Documenta Vídeo Brasil
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Erika Mota (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

Exposições (226)

Artigo sobre Arte na Rua 2

Artigo da seção eventos
Temas do artigo: Artes visuais  
Data de inícioArte na Rua 2: 09-1984
Resumo do artigo Arte na Rua 2:

Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP)

Todas as exposições

Eventos relacionados (9)

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Temas do artigo: Artes visuais  
Data de iníciosp-arte 2010: 29-04-2010  |  Data de término | 02-05-2010
Resumo do artigo sp-arte 2010:

Fundação Bienal de São Paulo

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Temas do artigo: Artes visuais  
Data de iníciosp-arte 2011: 12-05-2011  |  Data de término | 15-05-2011
Resumo do artigo sp-arte 2011:

Fundação Bienal de São Paulo

Fontes de pesquisa (38)

  • NAVES, Rodrigo. Nuno Ramos: uma espécie de origem. In: ______. O Vento e o moinho: ensaios sobre arte moderna e contemporânea. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. 531 p., il. p&b. 
  • NAVES, Rodrigo. Nuno Ramos: uma materialismo invulgar. In: ______. O Vento e o moinho: ensaios sobre arte moderna e contemporânea. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. 531 p., il. p&b.
  • AMARAL, Aracy. “Uma nova pintura e o grupo da casa 7”, in:
  • ARÊAS, Vilma. “Palavras no chão”, in: Morte das Casas – Nuno Ramos. São Paulo: CCBB, de 21/ 4/ 2004 a 20/ 6/ 2004.
  • ARTISTAS brasileiros na 20ª Bienal Internacional de São Paulo. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1989.
  • BIENAL BRASIL SÉCULO XX, 1994, São Paulo, SP. Bienal Brasil Século XX: catálogo. Curadoria Nelson Aguilar, José Roberto Teixeira Leite, Annateresa Fabris, Tadeu Chiarelli, Maria Alice Milliet, Walter Zanini, Cacilda Teixeira da Costa, Agnaldo Farias. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994.
  • BRASIL em Veneza: Arthur Bispo do Rosário, Nuno Ramos. Curadoria Nelson Aguilar; texto Lorenzo Mammì; apresentação Edemar Cid Ferreira. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1995. [26] p., il. color.
  • CASA 7. Tradução Barbara Gancia. São Paulo: Subdistrito Comercial de Arte, 1985.
  • CASA 7: pintura. São Paulo: MAC/USP, 1985.
  • Catálogo casa 7, Museu de Arte Contemporânea de São Paulo e Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1985.
  • CONDE, Miguel. “Volta ao mundo”. O Globo, Prosa e Verso, p. 1, Rio de Janeiro, 21/8/2010.
  • DUARTE, Paulo Sérgio. Arte brasileira contemporânea. Rio de Janeiro: Silvia Roesler, 2008, p. 236-39. 
  • FARIAS, Agnaldo. “Nuno Ramos”, in: Arte brasileira hoje. São Paulo: Publifolha, 2002. 
  • GONÇALVES FILHO, Antônio. Primeira Individual. São Paulo: Cosac Naify, 2009, p. 199-211.
  • JAÚ e arte: um compromisso. Apresentação Marcantônio Vilaça; texto Lorenzo Mammì, Márcio Doctors, Paulo Herkenhoff, Rodrigo Naves, Sônia Salzstein; tradução Lilian Camargo Veirano Astiz; fotografia Romulo Fialdini, Pedro Franciosi, Eduardo Brandão, Antonio Ribeiro, Sérgio Zalis, Lobo Lobato, Bob Wolfenson; projeto gráfico Noris Lisboa. São Paulo: Jaú Construtora e Incorporadora, 1989. [74] p., il. color.
  • LAGNADO, Lisette. Les Enfants terribles da Casa 7. Arte em São Paulo, São Paulo, n.30, maio 1985.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. 500 anos da pintura brasileira. Produção Raul Luis Mendes Silva, Eduardo Mace. [S.l.]: Log On Informática, 1999. 1 CD-ROM.
  • MAMMÌ, Lorenzo. Noites brancas. Curitiba: Casa da imagem, 1999. 
  • MARTÍ, Silas. “Nuno Ramos equaliza o sublime e o groteco”. Folha de São Paulo, Ilustrada, E7, São Paulo, 15/9/2010. 
  • MODERNIDADE: arte brasileira do século XX. Curadoria Aracy Amaral, Frederico Morais, Roberto Pontual, Marie-Odile Briot. São Paulo: MAM; Paris: Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris, 1988.
  • NAVES, Rodrigo. “Nuno Ramos esculpe com o verbo”. O Estado de S. Paulo, Cultura, D7, São Paulo, 19/3/2006. 
  • PINTO, Manuel da Costa. “Nuno Ramos”, in: Literatura brasileira hoje. São Paulo: Publifolha, 2005.
  • POR que Duchamp? Leituras duchampianas por artistas e críticos brasileiros. Apresentação Ricardo Ribenboim, Marcos Mendonça; texto Vitória Daniela Bousso, Tadeu Chiarelli, Maria Alice Milliet, Agnaldo Farias, Maria Izabel Branco Ribeiro, Paulo Herkenhoff, Celso Favaretto, Stella Teixeira de Barros, Lisette Lagnado, Angélica de Moraes; tradução Izabel Murat Burbridge. São Paulo: Itaú Cultural : Paço das Artes, 1999. 194 p., il. p&b. color.
  • RAMOS, Nuno. Afinidades e diversidades. Curadoria Vanda Mangia Klabin; texto Vanda Mangia Klabin. São Paulo: [s.n.], 2004. [8] p., il. color.
  • TASSINARI, Alberto; MAMMÌ, Lorenzo; NAVES, Rodrigo. Nuno Ramos. Fotografia Eduardo Giannini Ortega; projeto gráfico Fábio Miguez, Marcia Pastore. São Paulo: Ática, 1997. 236 p., il. color.
  • TRIDIMENSIONALIDADE: arte brasileira do século XX. Texto Annateresa Fabris, Fernando Cocchiarale, Celso Favaretto, Tadeu Chiarelli, Frederico Morais; apresentação Ricardo Ribenboim; colaboração Annateresa Fabris, Tadeu Chiarelli. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 1999. 264 p. 
  • ________ & TASSINARI, Alberto. Nuno Ramos. Rio de Janeiro: Centro de Arte Hélio Oiticica, 1999.
  • __________. “Bandeira branca, amor”. Folha de S. Paulo, São Paulo, 17/10/2010.
  • __________. Cujo. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993. 83 p.
  • __________. Morte das casas. Texto Vilma Arêas, Paulo Venancio Filho; projeto gráfico Rodrigo Andrade, Marcos Brias; versão em inglês Paulo Andrade Lemos. São Paulo: Centro Cultural Banco do Brasil, 2004. 152 p., il. color.
  • __________. Nuno Ramos. Apresentação Helena Severo, Vanda Mangia Klabin, Tadeu Chiarelli; texto Alberto Tassinari, Rodrigo Naves; fotografia Eduardo Giannini Ortega, Vicente de Mello, Pedro Franciosi, Bruce M. White, Romulo Fialdini, Sérgio Zalis, Nuno Ramos, Cesar Medeiros, Fulvio Ozsenigo; projeto gráfico Rodrigo Andrade; tradução Paulo Henriques Britto, Jonathan Morris, Regina de Barros Carvalho; curadoria Alberto Tassinari, Rodrigo Naves. Rio de Janeiro: Centro de Arte Hélio Oiticica, 1999. 96 p., 65 il. color.
  • __________. Nuno Ramos. Fotografia Romulo Fialdini; texto Alberto Tassinari; arte Jaime Prades. São Paulo: MAC/USP, 1988. [12] p., il. color.
  • __________. Ó. São Paulo: Iluminuras, 2008.
  • __________. Ensaio geral. São Paulo: Globo, 2007.
  • __________. O mau vidraceiro. São Paulo: Globo, 2010.
  • __________. O pão do corvo. São Paulo: Editora 34, 2001. 
  • __________. Para Goeldi. São Paulo: AS Studio, 1996.
  • __________. Por que sou artista?. Arte em São Paulo, São Paulo, n. 29, mar. 1985.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • NUNO Ramos. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2018. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa2459/nuno-ramos>. Acesso em: 24 de Set. 2018. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7