Artigo da seção pessoas Ricardo Barreto

Ricardo Barreto

Artigo da seção pessoas
Artes visuais  
Data de nascimento deRicardo Barreto: 1950 Local de nascimento: (Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro)

Biografia
Ricardo Barreto (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1950). Artista multimídia e filósofo. Forma-se em artes na Faculdade de Belas Artes de São Paulo, em 1980, e, em filosofia, na Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP) em 1981. Experimenta diferentes mídias desde os anos 1980: pintura, desenho, performances, instalações e vídeos.

Faz sua primeira exposição de pintura Alterações e Resinagem (1983) no Sesc Pompeia e a primeira individual, em 1984, no Centro Cultural São Paulo (CCSP). Participa da 19ª Bienal Internacional de São Paulo com a videoarte Alterus. Faz foto-performance com o fotógrafo Andrés Otero (1961) e o arquiteto Sérgio Martins (1947) no Museu da Imagem e do Som de São Paulo  (MIS/SP) em 1990. No mesmo ano, forma, com Ricardo Woo (1964) e Marina Godoy (1959) o grupo DWG. Realiza  intervenções urbanas, performances e instalações com o grupo até 1996. Desacam-se trabalhos como: 437 Fragmentos (1990) no MIS, Fax Arte Interativa a Paisagem Americana (1991) no Museu de Arte de Bogotá, Colômbia; Virulência no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), Sétima: BWG (1993) no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP); mostra coletiva (1994) na Konzeptual Art Gallery de Munique, Alemanha; Frisbee (1995) em galerias de Nova York e a instalação A Caixa Preta (1996) em vários lugares do mundo.

Em 1997, começa uma parceria com Paula Perissinotto (1963), produzindo trabalhos voltados para a internet, entre os quais: o site Satmundi (1998) e a webarte Cyberdance na mostra Invenção (1999) no Centro Cultural Itaú, São Paulo; o CD-ROM Cyberdance (2000) na 10th International Symposium on Electronic Art (Isea), em Paris, França, e Artemundo, Body e Pathos (2002) no módulo webarte da 25ª Bienal Internacional de São Paulo. Criam o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File), no qual também expõem seus trabalhos. Em 2007, começa parceria com a médica e artista multimídia Maria Hsu (1947) e, em 2008, participa do aMuDi  um grupo de arte e tecnologia nascido na Escola Politécnica da USP. Utiliza a robótica em trabalhos como TransEstruturas (2012)  e Martela (2013).

Análise da trajetória
A trajetória de Ricardo Barreto começa em 1983, quando, recém-formado, lança a Estética da Alteridade na exposição individual Alterações e Resinagem no Sesc Pompeia. O local, inaugurado em 1982, acolhe a produção e veicula a vanguarda artística focada na performance e no questionamento de linguagens tradicionais. Na mostra, propõe uma arte efêmera, produzida no momento e descartada em seguida, como a pintura performática. Não se preocupa em registrar a ação nem guardar a pintura final. Com isso, reage à mídia massificadora e ao mercado de arte que transforma qualquer proposta em mercadoria.

A segunda fase do trabalho de Barreto dá-se com a formação do grupo DWG que realiza instalações e intervenções urbanas, no Brasil e exterior, com forte carga conceitual e crítica. É o caso de Frisbbe, na qual instala espelhos convexos que refletem o interior de várias galerias de arte da cidade de Nova York para os transeuntes. O último trabalho do grupo é a instalação A Caixa Preta em que caixas com objetos do dia a dia (jornais, revistas, trabalho dos artistas do grupo etc.) são enterradas em cidades diferentes, como cápsulas do tempo e caixas pretas de aviões.

Inicia, em 1997, a sua ação em arte e tecnologia. Abandona as performances e pinturas e produz trabalhos voltados para a internet, até criar o File. Atua, então, como curador e pesquisador. Expõe seus trabalhos, que privilegiam a interatividade lúdica com o usuário, abrangendo instalações, performances interativas, videogames e arte para internet. Além disso, faz o painel de luz led na fachada do edifício da Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), sede do festival, promovido pelo Serviço Social da Indústria (Sesi). 

Outras informações

  • Habilidades
    • pintor
    • artista multimídia

Exposições (4)

Fontes de pesquisa (13)

  • ARANTES, Priscila. O Espaço Fluido da XXV Bienal de São Paulo. In. Arte online: museu do essencial e além. Disponível em: < http://arteonline.arq.br/museu/ensaios/priscila.htm >.
  • BARRETO, Ricardo. Linguagem Eletrônica e Psicanálise. In: Pepsic: periódicos eletrônicos em psicologia. Disponível em: < http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S0101-31062007000200018&script=sci_arttext >.
  • CARVÃO e barro. Curadoria Vitória Daniela Bousso; fotografia Romulo Fialdini; tradução Lilian Camargo Veirano Astiz. São Paulo : Paço das Artes, 1991. s. p.
  • CURRICULUM de Ricardo Barreto. Disponível em: [http://www. satmundi. com/barret/rb2. htm]. Acesso em 2 fev 2002.
  • ESCRITÓRIO de Arte. Ricardo Barreto. In: Escritório de arte. Disponível em: < http://www.escritoriodearte.com/artista/ricardo-barreto/ >.
  • FILE. Eletronic Language International Festival. Disponível em: < http://filefestival.org/site_2007/pagina_trabalhos_arquivo.asp?a1=330&a2=334&id=1#3786 >
  • I / 88. Apresentação Miguel de Almeida. São Paulo : Montesanti Galleria, 1988. [8 p. ] il. color. p. b.
  • ISEA 2000 Bookmark. Disponível em: < http://www.isea2000.com/an/pop_symp_village.htm >. Acesso em: 16 jul. 2002.
  • MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA (SÃO PAULO, SP). Sétima : BWG: Ricardo Barreto, Ricardo WOO, Marina Godoy. Texto Agnaldo Farias; tradução Pedro de Souza Moraes; fotografia Romulo Fialdini. São Paulo : MAC, 1993. 10p. il. , color.
  • NO limiar da tecnologia. Fotografia Romulo Fialdini; curadoria Vitória Daniela Bousso, Sérgio Pizoli. São Paulo : Paço das Artes, 1995/n. s. p. il.
  • SATMUNDI. Ricardo Barreto. Disponível em: http://www.satmundi.net/satmundi/barret/rb2.htm
  • SÉRGIO Niculitcheff/ Marina Godoy. Márcio Antonon, Ricardo Barreto e Tadeu Jungle. São Paulo : Paço das Artes, 1989.   il. p. b. color.
  • TEMPOS e espaços escolares. Ricardo Barreto e Maria Hsu. In: Tempos e espaços escolares: atravessando fronteiras. Disponível em: < http://temposescolares.blogspot.com.br/2008/03/ricardo-barreto-e-maria-hsu.html >. 

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • RICARDO Barreto. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa24396/ricardo-barreto>. Acesso em: 28 de Mar. 2017. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7