Artigo da seção pessoas Regina Casé

Regina Casé

Artigo da seção pessoas
Teatro  
Data de nascimento deRegina Casé: 25-02-1954 Local de nascimento: (Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro)

Biografia
Regina Maria Barreto Casé (Rio de Janeiro RJ 1954). Atriz. Surge e destaca-se no Asdrúbal Trouxe o Trombone, grupo carioca que marca o teatro da década de 1970. Seu estilo irreverente de interpretar - o improviso, a naturalidade que confunde personagem e atriz, a caricatura, o humor e o deboche - define o próprio temperamento do Asdrúbal.

Filha do ator e diretor Geraldo Casé e neta do radialista Ademar Casé, estuda no colégio de freiras Sacre-Couer de Marie, no Rio de Janeiro, onde tem suas primeiras incursões em teatro. Faz curso com Sergio Britto de 1970 a 1971. Em 1972, conhece Hamilton Vaz Pereira e fundam o Asdrúbal Trouxe o Trombone, do qual Hamilton é o diretor de todas as realizações. Destacam-se, em seu repertório, o espetáculo de estréia do grupo, adaptação de O Inspetor Geral, de Nikolai Gogol, 1974, em que Regina ganha o Prêmio Governador do Estado como atriz revelação, e a primeira peça de criação coletiva, Trate-me Leão, 1977, que lhe vale o Prêmio Molière de melhor atriz.

Atua ainda no Asdrúbal em Aquela Coisa Toda, texto final de Hamilton Vaz Pereira, 1980, e em A Farra da Terra, de Hamilton, 1983. No ano seguinte, o grupo encerra suas atividades.

Em carreira individual, volta aos palcos do Rio de Janeiro e São Paulo em 1988, no monólogo Nardja Zulpério, escrito e dirigido pelo parceiro Hamilton. Gradativamente, vai ganhando espaço na mídia, com participação em filmes, como Eu Te Amo, de Arnaldo Jabor, 1980; Corações a Mil, de Tom Job Azulay, 1982; Cinema Falado, de Caetano Veloso, 1986; e Eu, Tu, Eles, de Andrucha Waddington, 2000, primeiro trabalho no cinema como protagonista. Desenvolve carreira na televisão, atuando em novelas e, posteriormente, encabeçando os programas TV Pirata, 1988, Brasil Legal, 1997, e Muvuca, 1999.

Dona de um histrionismo particular, Regina Casé e Luiz Fernando Guimarães, seu colega do Asdrúbal Trouxe o Trombone, representam uma safra especial de atores, que não são exclusivamente comediantes, mas têm no gênero suas maiores atuações. Sintetizando um estilo de interpretação baseado no improviso e em não temer a exposição ao ridículo, fazem da "espontaneidade" o grande recurso para atingir seu público.

Outras informações de Regina Casé:

  • Outros nomes
    • Regina Maria Barreto Casé
  • Habilidades
    • História
    • Ator

Espetáculos (13)

Eventos relacionados (3)

Fontes de pesquisa (7)

  • 20 PERGUNTAS para Regina Casé. Play Boy, Rio de Janeiro, n. 90, jan. 1983.
  • CALDEIRA, Dulce. O retrato impossível da camaleoa. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro,  7 maio 1988.
  • CASÉ, Regina. Rio de Janeiro: CEDOC / Funarte. Dossiê Personalidades Artes Cênicas.
  • LACERDA, Marco Antônio de. Regina Casé, premiada intérprete de si mesma. O Globo, Rio de Janeiro, 10 out. 1978.
  • MAFRA, Antônio. Regina Casé: uma atriz pirata. Visão, São Paulo, 2 nov. 1988.
  • MARINHO, Flávio. Regina Casé, atriz de Trate-me leão: não sou nem quero ser uma estrela. O Globo, Rio de Janeiro,  20 jun. 1977.
  • PACCE, Lilian. Regina Casé: sou uma camaleoa, não tenho personalidade. Desfile, São Paulo, n. 166, jul. 1983.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • REGINA Casé. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2018. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa243002/regina-case>. Acesso em: 13 de Dez. 2018. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7