Artigo da seção pessoas Sérgio Santos

Sérgio Santos

Artigo da seção pessoas
Música  
Data de nascimento deSérgio Santos: 24-11-1956 Local de nascimento: (Brasil / Minas Gerais / Varginha)

Biografia

Sérgio Corrêa dos Santos (Varginha, Minas Gerais, 1956). Cantor, violonista, compositor, arranjador. Na adolescência, pratica basquete, disputando campeonatos e chegando a integrar a seleção mineira. Frequenta a Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mas abandona o curso para dedicar-se à música, na qual é autodidata.

Sua estreia profissional acontece em 1982, como integrante do coro da Missa dos Quilombos, espetáculo/disco de Milton Nascimento, Pedro Tierra e Dom Pedro Casaldáliga. Nos anos seguintes, atua como músico na noite mineira e em estúdios de gravação, participando ainda de diversos festivais pelo país.

Seu parceiro mais frequente é o letrista Paulo César Pinheiro. Juntos, eles assinam mais de duas centenas de canções, uma obra interpretada por artistas como Alcione (O Samba Vai Balançar), Fátima Guedes (Artigo de Luxo), Fabiana Cozza (Verniz), João Nogueira (Sagrada Luz) e Olivia Hime e Milton Nascimento (Voz).

Seus dois primeiros discos - Aboio (1995) e Mulato (1998) - ganham edições no exterior e Sérgio Santos excursiona por cidades dos Estados Unidos e da Europa. Participa dos festivais 9º e 10º Fampop, 1991 e 1992, e do 3º festival Carrefour, 1993), com composições lançadas nos discos dos festivais. Como cantor participa dos discos a Sinfonia do Rio de Janeiro de São Sebastião (2001), de Francis Hime, Mar de Algodão - As Marinhas de Caymmi (2002), de Olivia Hime, e Vinicius & os Maestros (2011), de Mário Adnet. Em 2001, álbum Áfrico, recebe o Prêmio Rival-BR de melhor disco.

Entre os lançamentos dos álbuns Sergio Santos (2004) e Iô sô (2007), participa do Projeto Pixinguinha, numa turnê por oito capitais nordestinas ao lado da cantora Joyce. Essa mesma parceria é retomada em 2011, em temporada de shows realizada no Japão, nas casas Blue Note Tóquio e Cotton Club.

A faixa-título de seu sexto trabalho solo, Litoral e interior (2009), é indicada ao Grammy Latino como melhor canção brasileira. Em 2012, divide o álbum Triz com o pianista André Mehmari e o violonista Chico Pinheiro.

Análise

A obra de Sérgio Santos apresenta uma gama variada de ritmos e gêneros, é compositor de valsas, choros e baladas a jongos, frevos e baiões. Sem ter passado por um ensino formal, diz ter aprendido pela observação. Se foi o pai, alagoano, que lhe introduziu à música nordestina e a mãe, carioca, a responsável por lhe aproximar do samba, desde criança ele também acostumou-se a ver e ouvir as folias de reis, os congados e os violeiros mineiros.

Sob a influência sobretudo de nomes como Edu Lobo, Dori Caymmi e Toninho Horta, a criação artística de Santos está intimamente ligada a seu instrumento. É dos acordes arpejados no violão que nascem as melodias de suas canções. O que também garante uma identidade musical são os arranjos, executados por uma banda base que o acompanha desde os primeiros discos, formada por Rodolfo Stroeter (contrabaixo e produção musical), Teco Cardoso (saxofone e flauta), André Mehmari (piano) e Tutty Moreno (bateria), mais as colaborações frequentes de Nailor Proveta (clarineta) e Marcos Suzano (percussão).

Apesar de cada um de seus álbuns ter uma temática própria - Mulato, por exemplo, está centrado no samba, enquanto Áfrico revê nossa herança africana e Iô sô é dedicado ao congado -, o que dá coesão à discografia de Sérgio Santos é o fascínio do artista pela cultura afro-brasileira, algo presente em toda sua obra e uma constante fonte de inspiração.

Outras informações de Sérgio Santos:

Espetáculos (1)

Eventos relacionados (3)

Fontes de pesquisa (8)

  • CAMPOS, Conceição. A letra brasileira de Paulo César Pinheiro: uma jornada musical. Rio de Janeiro, Casa da Palavra, 2009.
  • DIAS, Mauro. Sérgio Santos estreia com canções mineiras. In: O Estado de S. Paulo, 24 de abr. 1995.
  • FERREIRA, Mauro. Sérgio Santos mostra o 'ouro' de Minas. In: O Globo, 16 mar. 1993.
  • INSTITUTO MEMÓRIA MUSICAL BRASILEIRA. Disponível em: <http://www.memoriamusical.com.br>. Acessado em: 10 ago 2013.
  • MARIA, Júlio. 'Mulato' traz sambas com sotaque mineiro. In: Jornal da Tarde, 09 set. 1998.
  • SÉRGIO SANTOS. Site oficial do artista. Disponível em: http://www.sergiosantos.mus.br. Acessado em: 10 ago. 2013.
  • SOUZA, Tárik de. O samba sutil de Sérgio Santos. In: Jornal do Brasil, 08 de ago. 2004.
  • __________. Sérgio Santos reconta a história da música negra. In: O Estado de S. Paulo, 30 jan. 2002

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • SÉRGIO Santos. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2019. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa240289/sergio-santos>. Acesso em: 22 de Mai. 2019. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7