Artigo da seção pessoas Jailton Moreira

Jailton Moreira

Artigo da seção pessoas
Artes visuais  
Data de nascimento deJailton Moreira: 1960 Local de nascimento: (Brasil / Rio Grande do Sul / São Leopoldo)

Biografia
Jailton Marenco Moreira (São Leopoldo, Rio Grande do Sul, 1960). Ilustrador, curador, cenógrafo, figurinista e carnavalesco. Entre 1976 e 1977, frequenta em Porto Alegre o curso básico de desenho no Atelier Livre da Prefeitura. Em 1978, ingressa no curso de artes plásticas do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Em 1980, participa da antologia de poesia, conto e crônica do Prêmio Apesul, categoria revelação literária, editado pelo Instituto Estadual do Livro. Entre 1980 e 1991, atua como professor na Escolinha de Arte da Associação Cultural dos Ex-Alunos do Instituto de Artes da UFRGS. Em 1984, faz o curso de desenho ministrado por Rubens Gerchman (1942-2008) no Atelier Livre da Prefeitura. Ainda nesse mesmo ano, executa projetos para a Casa de Cultura Mário Quintana, além de criar e compor os cenários e figurinos para o curta-metragem O Temporal e para a peça infantil João e Maria, com direção de Biratã Vieira. É premiado com o troféu Scalp como destaque do ano em Artes Plásticas, em 1987. Atua como curador da mostra individual Sala de Exposição, no Itaú Cultural (Belo Horizonte, 2001), do Rumos Itaú Cultural Artes Visuais – Vertentes da Produção Contemporânea (São Paulo, 2002) e do Rumos Itaú Cultural Artes Visuais – Poéticas da Atitude: o Transitório e o Precário (Recife, 2002). Em 2002, integra a comissão de seleção da 1ª Mostra Rio Arte Contemporânea, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ).

Comentário Crítico
Em 2003, Moreira participa da exposição coletiva Centro |ex|cêntrico, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. Nessa exposição, o artista reúne imagens em vídeo, feitas nos últimos 14 anos, durante viagens pelo Brasil e pelo exterior. Dentre estes vídeos, estão Riobaldo e Panorâmicas: no primeiro, os rios do mundo se unem em uma circularidade infinita; no segundo, um círculo completo desenhado pela filmadora registra as paisagens e as funde em um só horizonte. Uma questão que perpassa a trajetória artística de Moreira é a diferença entre a projeção cinematográfica e a de vídeo. Para ele, a tela de uma sala de cinema funcionaria como uma espécie de janela para o mundo, numa sala escura em que o espectador desempenha um olhar concentrado e tem sua atenção dirigida ao filme, esquecendo-se do ambiente que o rodeia e do mundo exterior à sala de projeção. Já no caso da videoarte, explica o artista, a projeção seria percebida vendo-se a própria projeção e não apenas a imagem. O conceito de cubo preto, em oposição ao de cubo branco, também é presença fundamental nos trabalhos de Moreira: enquanto o cubo branco é um conceito do modernismo, destacando a obra do ambiente onde está instalada, o cubo preto é próprio da videoarte, misturando-se com a obra e o ambiente. Como resultado de tais reflexões, Moreira realiza em 2005, para a 5ª Bienal do Mercosul, a obra Luzes: um cubo preto com imagens de lâmpadas sendo acesas e apagadas, produzindo um som. Para essa obra, o artista filma a luz de seu próprio quarto, e busca traçar relações ordinárias, olhando para o banal.

Outras informações de Jailton Moreira:

  • Outros nomes
    • Jailton Marenco Moreira
  • Habilidades
    • curador
    • cenógrafo
    • ilustrador
    • figurinista

Exposições (30)

Artigo sobre Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. Poéticas da Atitude: o transitório e o precário (2002 : Recife, PE)

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Temas do artigo: Artes visuais  
Data de inícioRumos Itaú Cultural Artes Visuais. Poéticas da Atitude: o transitório e o precário (2002 : Recife, PE): 16-08-2002  |  Data de término | 22-09-2002
Resumo do artigo Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. Poéticas da Atitude: o transitório e o precário (2002 : Recife, PE):

Fundação Joaquim Nabuco (Recife, PE)

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Eventos relacionados (7)

Fontes de pesquisa (5)

  • MOSTRA ARTE SUL, 1989, Porto Alegre. Arte Sul 89. Coordenação José Luiz do Amaral, Míriam Avruch. Porto Alegre: Margs, 1989. [68] p. , il. p&b.
  • ARTE gaúcha contemporânea. Porto Alegre: Casa de Cultura Mário Quintana, 1991. 70 p., il. p&b.
  • SALÃO NACIONAL DE ARTES PLÁSTICAS SUL, 9. , Rio Grande do Sul, 1986. Catálogo. Apresentação de Luciano Figueirêdo. Porto Alegre: Museu de Arte do Rio Grande do Sul, 1986.
  • BERNARDES, Maria Helena (coord.). Remetente. Concepção Maria Helena Bernardes, Cleber Rocha das Neves; concepção Elaine Tedesco; texto Elaine Tedesco; concepção Fabiana Rossarola, Laura Fróes, Thelma Vaitses; produção Ana Luz, Angela Magdalena, Laura Fróes; texto Ana Flávia Baldisserotto, Jailton Moreira. Porto Alegre: s.n., 1998.
  • SALÃO NACIONAL DE ARTES PLÁSTICAS, 10. , Rio de Janeiro, 1988. Catálogo. Apresentação de Iole Antunes de Freitas. Textos de Ronaldo Brito et al. Rio de Janeiro: FUNARTE, 1988.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • JAILTON Moreira. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa23486/jailton-moreira>. Acesso em: 12 de Dez. 2017. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7