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Bauch

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Artes visuais  
Data de nascimento deBauch: 1823 Local de nascimento: (Alemanha / Hamburgo / Hamburgo) | Data de morte 1890 Local de morte: (Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro)
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Cena de Costumes , 1858 , Bauch
Reprodução fotográfica Raul Lima

Biografia

Emil Bauch (Hamburgo, Alemanha 1823 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1890). Pintor e litógrafo. Inicia seus estudos em Munique, entre 1842 e 1844. Expõe na Academia de Berlim. Em 1845, volta para Hamburgo. Chega ao Recife em 1849. Publica, em 1852, o álbum litografado Souvenirs de Pernambuco. Em 1857, já está no Rio de Janeiro. Em 1859, participa da Exposição Geral de Belas Artes (EGBA) com cinco trabalhos, recebendo medalha de prata1. Em 1860, expõe retratos, obtendo medalha de ouro2. Apresenta quatro obras na EGBA de 1862.

Em 1866, associa-se ao pintor Henri Nicolas Vinet (1817-1876), tornando-se um dos pioneiros no ensino da pintura de paisagem ao ar livre no Brasil. No mesmo ano, é convidado pelo arquiteto alemão Carl Friedrich Gustav Waehneldt (1830-1873) para decorar o Palácio de Nova Friburgo, atual Museu da República. Pinta, em 1867, o retrato conjunto do barão e da baronesa de Nova Friburgo. Em 1872, ano que encerra sua sociedade com Vinet, recebe de d. Pedro II o título de Cavaleiro da Ordem da Rosa.

Em 1873, expõe Panorama do Rio de Janeiro, litografado. Em 1874, tem vistas e retratos expostos em Hamburgo. Diz-se ter enlouquecido e morrido em manicômio no Rio, em 1890, embora um retrato pouco conhecido do rei da Áustria, Franz Joseph I, do qual a autoria lhe é atribuída, seja datado de 1893. Outras obras suas que merecem menção são: Lançamento da Pedra Fundamental da Ermida de Nossa Senhora dos Remédios, 1863; Paisagem do Rio Vista de Santa Teresa, c. 1870; Vista da Baía do Rio Tomada da Gamboa, 1887; Vista da Cidade e da Entrada da Baía Tomada de Santa Teresa, c. 1887. Tem obras na Biblioteca Nacional, no Museu da República, nos Museus Castro Maya, no Museu Nacional de Belas Artes, no Museu Imperial, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, no Instituto de Estudos Brasileiros (IEB/USP), na Fundação Maria Luisa e Oscar Americano e no Ministério das Relações Exteriores.

Análise

A história de Bauch repete o mesmo esquema da biografia de muitos artistas estrangeiros fixados no Brasil do século XIX: eles chegam, iniciam sua produção, ganham rapidamente notoriedade e prêmios e, subitamente, somem.

Embora algumas dúvidas também cerquem a vida desse artista3, é certo que se destaca na cena artística carioca, sobretudo entre os anos de 1860 e 1870. Sua produção variada e qualitativamente instável oscila entre uma "visão distante" instituída pelos panoramas que realizou, e uma "visão próxima" e mais intimista das suas pinturas de retrato. Entre uma e outra, surgem suas obras mais conhecidas, as pinturas de gênero, que criam uma "visão intermediária", em que aparecem tanto a paisagem quanto cenas povoadas do Brasil Imperial.

Numa Cena de Costumes (1858), talvez a melhor do artista, destacam-se as figuras de diversos negros (escravos) de ganho, imersos em afazeres diários: barbeiro, vendedora de frutas, cafeicultor ou cesteiro, dentista e "médico"4. De início, tal cena busca desenhos de outros artistas estrangeiros da primeira metade do século XIX, como Thomas Ender (1793-1875), Jean-Baptiste Debret (1768-1848) e Charles Landseer (1799-1879). Como eles, Bauch mantém uma configuração de certo modo documental das atividades representadas na sua imagem. Busca, todavia, uma evidente síntese de situações, ao condensar vários "tipos" de negros em uma só imagem. Tema que, se no início da década de 1860 já não é tão raro na fotografia feita no país por autores como Christiano Júnior (1832-1902), Victor Frond (1821-1881) e Auguste Stahl (1828-1877), continua quase inexplorado na pintura de cavalete até, pelo menos, as duas décadas seguintes.

Notas

1 São eles: "Vistas panorâmicas da cidade do Rio de Janeiro" (díptico provavelmente intitulado Vista do Rio de Janeiro Tomada do Alto de Paula Mattos no Bairro de Santa Teresa, 1859); Cena de Costumes do Rio de Janeiro; Retrato e "grupo de retratos" (provavelmente o Retrato de Luís e Amélia Gomes, 1859).

2 Não há como precisar a tela premiada, mas existe indicações de que seja a tela A Volta do Casamento no Norte do Brasil. Além desta, o artista expõem O Mercado no Rio de Janeiro; Retrato da Senhora [...]Retrato do Senhor M.

3 Conta-se que enlouquece e morre em um manicômio, no Rio de Janeiro, em 1890. Todavia, em 2000, por exemplo, leiloou-se um retrato de Franz Joseph I, rei da Áustria, datado de 1893, e assinado por Bauch.

4 Além de uma versão a óleo, parece existir pelo menos mais duas versões dessa cena, um pouco modificadas, e feitas a lápis. Duas são intituladas Cena de Costumes. Todavia, numa delas, apontada por um site de leilão internacional, o título aparece Scene de Rue a Rio de Janeiro: Le Coin du Rosaria pres de l'Eglise le Dimache...

Outras informações de Bauch:

  • Outros nomes
    • Emil Bauch
    • Emílio Bauch
  • Habilidades
    • gravador
    • pintor
    • professor de artes plásticas

Obras de Bauch: (6) obras disponíveis:

Exposições (21)

Artigo sobre O Brasil dos Viajantes

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Temas do artigo: Artes visuais  
Data de inícioO Brasil dos Viajantes: 20-10-1994  |  Data de término | 18-12-1994
Resumo do artigo O Brasil dos Viajantes:

Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp)

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Eventos relacionados (1)

Fontes de pesquisa (43)

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  • MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO, 2000, São Paulo, SP. O olhar distante. Curadoria geral Nelson Aguilar; curadoria Jean Galard, Pedro Corrêa do Lago; assistência de curadoria Mariana Cordiviola; introdução Giorgio Della Seta; assessoria museológica Margareth de Moraes; cenografia Ezio Frigerio; projeto gráfico Ricardo Ohtake, Lígia Pedra, Monica Pasinato; fotografia César Barreto, Denise Muran, Fernando Chaves, Jörg P. Andrers, José de Paula Machado, Lucia Mindlin, Luiz S. Hossaka, Nelson Kon, Plínio Júnior, Romulo Fialdini, Sérgio Burgi, Vicente de Mello, Walter Morgenthaler; tradução Alain François, Contador Borges, Tina Delia, John Norman, Eduardo Hardman; apresentação Edemar Cid Ferreira; produção gráfica Valéria Mendonça. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo : Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000. 303 p., il. color. ISBN 85-87742-12-4. 700.981 M9161o
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  • VISÕES do Rio na coleção Geyer. Curadoria Maria de Lourdes Parreiras Horta; apresentação Luiz Paulo Fernandez Conde, Walter Nunes de Vasconcelos Junior, Maria Cecília Geyer, Paulo Fontainha Geyer; assistência de curadoria Maria Inez Turazzi, Maurício Vicente Ferreira Junior; texto Maria de Lourdes Parreiras Horta, Margarida de Souza Neves, Maria Inez Turazzi; fotografia Pedro Oswaldo Cruz, Maria Christina Mangia Oswaldo Cruz; versão em inglês Barry Neves, Cristina Baum, Rebecca Atkinson. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 2000. 204 p., il. color. ISBN 85-87222-03-1. 759.98153 V832
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Como citar?

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  • BAUCH . In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa22600/bauch>. Acesso em: 28 de Jul. 2017. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7