Artigo da seção pessoas Tripolli

Tripolli

Artigo da seção pessoas
Artes visuais / teatro  
Data de nascimento deTripolli: 14-02-1949 Local de nascimento: (Brasil / São Paulo / São Paulo)
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Estripolias , 1996 , Tripolli

Biografia

Luiz Claudio de Campos Tripolli (Rio de Janeiro, RJ, 1949). Fotógrafo. Ainda na adolescência, frequenta aulas na Escola de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde conhece um laboratório fotográfico e decide se tornar fotógrafo profissional. Autodidata, inicia a carreira em 1963, como fotógrafo de eventos. Em 1965, publica seu primeiro ensaio na revista Fairplay, pioneira no gênero do nu feminino no Brasil. Entre 1969 e 1978, colabora com a Editora Abril, publicando imagens em diversas revistas. Em 1973, lança a publicação O Arquivo Secreto do Fotógrafo Tripoli, misto de revista e livro, distribuída em bancas de jornal. Destaca-se nas décadas de 1970 e 1980 como fotógrafo de nu feminino, moda e publicidade, colaborando com revistas e agências de publicidade brasileiras. Nesse período, publica os livros Mulatas (1977) e Meus Olhos (1978).

Em 1980, participa da 1ª Trienal de Fotografia, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP). Em 1989, dirige o curta-metragem Sonho de Boneca. A partir da década de 1990, dirige filmes publicitários no Brasil e no exterior, principalmente Itália e França. Em 1999, é premiado no Festival Mundo Mix pelo filme Spirit. Em 2004, realiza duas exposições individuais: Mistura Fina, no Centro de Cultura Judaica, e Quase Todos os meus Amores, na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), com publicação de livro homônimo. No ano seguinte, exibe no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) a mostra retrospectiva Tripolli - 40 Anos de Fotografia. Em 2010, lança o livro Olho Mágico, contendo cem retratos de personalidades nacionais e internacionais realizados desde 1967.

Análise da Trajetória

“Não basta apertar o botão. Tem que emocionar.” Esse aforismo de Luiz Tripolli figura em seu livro Quase Todos os meus Amores, que reúne trabalhos produzidos ao longo das quase quatro décadas de sua trajetória à época da publicação. A frase pode ser encarada como um princípio do qual o fotógrafo não abre mão, independentemente dos diferentes gêneros no qual atua com mais liberdade – nus, retratos e fotografia de moda.

Embora os três gêneros guardem sua especificidade construída ao longo da história da fotografia, todos lidam com a imagem do corpo. É através dela que o fotógrafo busca emoção, fazendo com que, frente à lente de sua câmara, os corpos dos modelos encarnem personagens e não estereótipos. A direção precisa da relação entre ambientes, figurinos, maquiagem, controle da luz e ainda a eventual interação entre dois ou mais modelos, criando uma atmosfera e uma “situação teatral”1 capazes de instigar essa encarnação. Essa ambientação pode gerar o equilíbrio ideal entre interior e exterior, espírito e expressão, necessários, na opinião do fotógrafo, para a obtenção de uma boa fotografia. São também essas estratégias que mobilizam a imaginação, o desejo do espectador e o levam a “sonhar com algo”2. Dessa maneira, compreende-se a afirmação do crítico e historiador da fotografia Rubens Fernandes Júnior a respeito das fotografias de Tripolli: “Suas imagens são registros de intenções bem definidas, pré-determinadas, que buscam flagrar nas sensações humanas, a explosão dos desejos do inconsciente coletivo”3.

Notas

>1 Expressão utilizada pelo fotógrafo em entrevista concedida a Carolina Vasone para TV UOL, publicada em 29 mar. 2005. Disponível em: < http://mais.uol.com.br/view/bfc3becnpbdr/entrevista-com-luiz-tripolli-04023166C4C13326?types=A&
2 Idem.
3 FERNANDES JUNIOR, Rubens. Provocações. In TRIPOLLI, Luiz. Quase todos os meus amores. Apresentação de Celita Procopio de Carvalho; coordenação de projeto Suzana Lobo; produção gráfica de Alessandra Fiorentino. São Paulo: Faap, 2004. 

Outras informações de Tripolli:

  • Outros nomes
    • Luiz Claudio de Campos Tripoli
  • Habilidades
    • fotógrafo

Obras de Tripolli: (10) obras disponíveis:

Espetáculos (2)

Exposições (11)

Fontes de pesquisa (12)

  • CARBONCINI, Anna (Coord.). Coleção Pirelli/ MASP de Fotografias: v. 6. São Paulo: MASP, 1996.
  • FOTOGRAFIA em revista. Apresentação Celita Procopio de Carvalho, Roberto Civita, Rubens Fernandes Junior; curadoria Rubens Fernandes Júnior. São Paulo: Abril, 2009. 292 p., il.
  • Pioneiro da Lentes. IstoÉ. Disponível em: . Acesso em: 13 ago. 2010 Não catalogada
  • Programa do Espetáculo - O Evangelho Segundo Jesus Cristo - 2001 Não Catalogado
  • Programa do Espetáculo: Joana Dark a Re-Volta - 2001 não catalogado
  • RETRATOS do imaginário de São Paulo. Projeto Rosana Delellis; pesquisa e texto Ricardo Mendes; direção de arte Artur Lescher; produção gráfica Horacio Sei; produção Ana Antoniazzi, Márcia Porto. São Paulo: FormArte, 2001. 124 p., il. p&b color.
  • Revista Fotoptica nº 88.
  • Revista Fotoptica, nº 111.
  • Revista Photo Camera, ano 1, nº 4, 1979.
  • TRIPOLLI. Quase todos os meus amores. Apresentação Celita Procopio de Carvalho; coordenação de projeto Suzana Lobo; produção gráfica Alessandra Fiorentino. São Paulo: FAAP, 2004. [120 p.], il. p&b color.
  • TRIPOLLI. [Currículo}. Enviado pelo artista em 1997.
  • TUCA. Blue Room: ago. 2002, São Paulo, SP, 2002. Programa do Espetáculo. Não catalogado

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • TRIPOLLI . In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2019. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa22081/tripolli>. Acesso em: 18 de Out. 2019. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7