Artigo da seção pessoas Almeida Reis

Almeida Reis

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Artes visuais  
Data de nascimento deAlmeida Reis: 03-10-1838 Local de nascimento: (Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro) | Data de morte 18-04-1889 Local de morte: (Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro)
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Alma Penada , 1885 , Almeida Reis
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Biografia
Candido Caetano de Almeida Reis (Rio de Janeiro RJ 1838 - idem 1889). Entalhador, escultor, desenhista, professor. Inicia sua formação freqüentando aulas de desenho figurado na Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, no Rio de Janeiro, de 1852 a 1856, quando passa a estudar escultura com Chaves Pinheiro (1822 - 1884). No começo da década de 1860, colabora com o mestre na execução de painéis para a Igreja de São Francisco de Paula, no Rio de Janeiro. Recebe, em 1866, o prêmio de viagem ao exterior da Aiba e vai a Paris, onde estuda com o escultor Louis Rochet (1813 - 1878). Em seu retorno ao Rio de Janeiro, funda, com o pintor Antônio de Souza Lobo (1840 - 1909) e o arquiteto Rodrigues Moreira, o Acrópolio, uma associação destinada a modernizar o ensino de arte. Almeida Reis destaca-se como figura central de um movimento que busca a renovação das artes no país, do qual participam Rodolfo Bernardelli (1852 - 1931), Henrique Bernardelli (1858 - 1936)Rodolfo Amoedo (1857 - 1941) e Belmiro de Almeida (1858 - 1935). Realiza para o Centro Positivista, no Rio de Janeiro, entre outras obras, o busto de Camões, 1880. De sua produção destaca-se O Crime, peça que participa da Exposição Universal, em Filadélfia, Estados Unidos, 1876, e depois destruída, e O Gênio de Franklin, primeira obra a ser fundida em bronze no Rio de Janeiro, em 1885.

Comentário Crítico
O trabalho Rio Paraíba do Sul (1866/1867), de Almeida Reis, que apresenta afinidades com obras de seu professor em Paris, o escultor Louis Rochet (1813-1878), introduz mudanças na escultura brasileira com a representação naturalística de uma índia. Para o crítico de arte Gonzaga Duque (1863 - 1911), nesse trabalho, Almeida Reis se revela um artista que aplica a estética moderna à escultura, conferindo a sua figura tamanho vigor de formas que se contrapõe ao cânone acadêmico da época. Para a historiadora da arte Maria Alice Milliet, o artista demonstra talento e originalidade pela escolha do tema e pela pose pouco convencional da figura.

Na opinião do historiador da arte Luciano Migliaccio, sua produção proporciona um novo caráter à escultura nacional no final do século XIX, pela realização de grandes alegorias de temática sócio-política, como em Progresso, para a Estação D. Pedro II. Já em outras obras alegóricas como Alma Penada, O Delito e o grupo O Gênio e a Miséria, revela uma aproximação com modelos franceses, como as obras de Carpeaux (1827 - 1875), pela deformação expressiva das figuras.

O artista realiza alguns bustos, como o do general Osório, que demonstram sua habilidade nesse gênero. Almeida Reis destaca-se como figura central de um círculo artístico que pretende a renovação das artes no país, composto por Rodolfo Bernardelli (1852 - 1931), Henrique Bernardelli (1858 - 1936), Rodolfo Amoedo (1857 - 1941) e Belmiro de Almeida (1858 - 1935).

Outras informações de Almeida Reis:

  • Outros nomes
    • Candido Caetano de Almeida Reis
    • Cândido Almeida Reis
  • Habilidades
    • escultor
    • desenhista
    • professor de artes plásticas
    • entalhador

Obras de Almeida Reis: (3) obras disponíveis:

Exposições (9)

Fontes de pesquisa (11)

  • DUQUE, Gonzaga. A Arte brasileira. Introdução Tadeu Chiarelli. Campinas: Mercado de Letras, 1995. 270 p. (Arte: ensaios e documentos).
  • ACQUARONE, Francisco. História da arte no Brasil. Rio de Janeiro: Oscar Mano & Cia, 1939. 276 p., il. p&b.
  • ANUÁRIO do Museu Imperial: volumes XXI a XXXI. Petrópolis: MEC, 1960/1970.
  • AYALA, Walmir (org.). Dicionário brasileiro de artistas plásticos. Brasília: MEC / INL, 1980. v.4: Q a Z. (Dicionários especializados, 5).
  • MILLIET, Maria Alice. Tiradentes: o corpo do herói. São Paulo: Martins Fontes, 2001. 295 p., il. p&b., color.
  • MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO, 2000, SÃO PAULO, SP. Arte do século XIX. Curadoria geral Nelson Aguilar; curadoria Luciano Migliaccio, Pedro Martins Caldas Xexéo; tradução Roberta Barni, Christopher Ainsbury, John Norman. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo : Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000. 223 p. xxxxxx
  • MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO, 2000, SÃO PAULO, SP. Arte do século XIX. Curadoria geral Nelson Aguilar; curadoria Luciano Migliaccio, Pedro Martins Caldas Xexéo; tradução Roberta Barni, Christopher Ainsbury, John Norman. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo : Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000. 223 p.
  • OLIVEIRA, Myriam Andrade Ribeiro de (coord.), PEREIRA, Sonia Gomes (coord.), FERNANDES, Cybele Vidal Neto (coord.). Catálogo do acervo de artes visuais do Museu D. João VI. Rio de Janeiro: UFRJ. EBA, 1996. 286p. il. p.b. p. 159-210.
  • PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Texto Mário Barata, Lourival Gomes Machado, Carlos Cavalcanti et al. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969. 559 p.
  • RUBENS, Carlos. Pequena história das artes plásticas no Brasil. São Paulo: Editora Nacional, 1941. 388 p. (Brasilian. Série 5ª: biblioteda pedagógica brasileira, 198).
  • SANTOS, Generino dos. Humaniadas: livro undécimo: o estatuário brasileiro C. C. Almeida Reis. Rio de Janeiro: Jornal do Commércio, 1939. v. 7.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • ALMEIDA Reis. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2018. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21711/almeida-reis>. Acesso em: 15 de Ago. 2018. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7