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Abelardo da Hora

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Artes visuais  
Data de nascimento deAbelardo da Hora: 31-07-1924 Local de nascimento: (Brasil / Pernambuco / São Lourenço da Mata) | Data de morte 23-09-2014 Local de morte: (Brasil / Pernambuco / Recife)
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Camponeses , 1952 , Abelardo da Hora
Reprodução fotográfica Fábio Praça

Biografia
Abelardo Germano da Hora (São Lourenço da Mata, Pernambuco, 1924 - Recife, Pernambuco, 2014). Escultor, desenhista, gravador, ceramista, professor. Cursa a Faculdade de Direito de Olinda, em Pernambuco. Posteriormente, frequenta o curso livre de escultura da Escola de Belas Artes de Recife, onde é aluno de Casimiro Correia. A partir da década de 1940, realiza vários trabalhos em cerâmica para o industrial Ricardo Brennand, com temas relacionados a frutas e motivos regionais. Em 1946, participa da criação da Sociedade de Arte Moderna de Recife (SAMR), que dirige por quase dez anos. Durante a década de 1940, o artista realiza gravuras com temática social, presente também nas esculturas. Funda, juntamente com Gilvan Samico (1928-2013), Wilton de Souza (1933), Wellington Virgolino (1929-1988), Ionaldo (1933-2002), Ivan Carneiro e Marius Lauritzen (1930) o Ateliê Coletivo, que dirige entre 1952 e 1957. Nesse período, Abelardo da Hora passa a produzir várias esculturas para praças do Recife, representando tipos populares. Durante a década de 1960, exerce várias atividades, entre as quais: diretor da Divisão de Parques e Jardins, secretário de Educação e diretor da Divisão de Artes Plásticas e Artesanato, em Recife. É o fundador do Movimento de Cultura Popular (MCP), na mesma cidade, que abrange, além das artes plásticas, música, dança e teatro. Publica, em 1962, o álbum de gravuras Meninos do Recife. Em 1986, é criado o Espaço de Esculturas Abelardo da Hora, pertencente à prefeitura de Recife.

Análise
Abelardo da Hora, desde a década de 1940, realiza gravuras com temática social, em que é visível a influência da obra de Candido Portinari (1903-1962). Na xilogravura Meninos do Recife denuncia a miséria por meio da representação de crianças esquálidas, apresentando afinidade com o realismo e o expressionismo. A mesma temática social é revelada em suas esculturas, realizadas em bronze, mármore e principalmente em cimento, material escolhido por seu caráter duro e áspero, que acrescenta um grau de sofrimento às figuras. A partir da década de 1950, o artista produz várias esculturas para praças do Recife, nas quais revela o interesse pelos tipos populares, inspirados na cerâmica artesanal, de formas arredondadas, reiterando a admiração pela obra de Portinari. A temática social permanece em trabalhos bem posteriores, como em Desamparados e Água para o Morro (ambos de 1974).

Abelardo da Hora possui importante papel na renovação do panorama artístico pernambucano, integrando, em 1946, a Sociedade de Arte Moderna de Recife (SMAR), com o propósito de criar um amplo movimento cultural, abrangendo as áreas de educação, artes plásticas, teatro e música. A partir dessa associação, é criado em 1952 o Ateliê Coletivo, uma oficina que ministra cursos de desenho, da qual participam nomes representativos em Pernambuco, como Gilvan Samico, José Cláudio (1932) e Aloísio Magalhães (1927-1982), entre outros.

Outras informações de Abelardo da Hora:

  • Outros nomes
    • Abelardo Germano da Hora
  • Habilidades
    • desenhista
    • gravador
    • ceramista
    • professor
    • escultor
  • Relações de Abelardo da Hora com outros artigos da enciclopédia:

Obras de Abelardo da Hora: (22) obras disponíveis:

Todas as obras de Abelardo da Hora:

Exposições (20)

Artigo sobre Acervo em Transformação: a Coleção do Masp de Volta aos Cavaletes de Cristal de Lina Bo Bardi (2015 : São Paulo, SP)

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Temas do artigo: Artes visuais  
Data de inícioAcervo em Transformação: a Coleção do Masp de Volta aos Cavaletes de Cristal de Lina Bo Bardi (2015 : São Paulo, SP): 11-12-2015
Resumo do artigo Acervo em Transformação: a Coleção do Masp de Volta aos Cavaletes de Cristal de Lina Bo Bardi (2015 : São Paulo, SP):

Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp)

Fontes de pesquisa (7)

  • AMARAL, Aracy. Arte para quê? : a preocupação social na Arte brasileira 1930-1970: subsídio para uma história social da Arte no Brasil. São Paulo: Nobel, 1984. 435 p.
  • ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979. v. 2, 452 p., il. color., p. 878-879 e p. 1048.
  • BRUSCKY, Paulo (org.); LEITE, Ronildo Maia (org.). Abelardo de todas as horas. Recife: Fundarpe, 1988. 80 p., il.
  • CATÁLOGO pernambucano de arte. Recife: Grupo X, 1987. [84] p., il. color.
  • CAVALCANTI, Carlos (org.). Dicionário brasileiro de artistas plásticos. Brasília: MEC / INL, 1974. v.2: D a L. (Dicionários especializados, 5).
  • CLÁUDIO, José. Memória do Atelier Coletivo: Recife 1952-1957. Recife: Artespaço Galeria de Arte, [1982?]. 88 p., il. p&b.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. Pesquisa Cacilda Teixeira da Costa, Marília Saboya de Albuquerque. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. 1106 p. 2v.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • ABELARDO da Hora. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21706/abelardo-da-hora>. Acesso em: 20 de Out. 2017. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7