Artigo da seção pessoas Grandjean de Montigny

Grandjean de Montigny

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Artes visuais  
Data de nascimento deGrandjean de Montigny: 15-07-1776 Local de nascimento: (França / Ile de France / Paris) | Data de morte 02-03-1850 Local de morte: (Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro)
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Retrato de Grandjean de Montigny , ca. 1843 , August Muller
Reprodução Fotográfica Raul Lima

Biografia
Auguste Henri Victor Grandjean de Montigny (Paris, França 1776 - Rio de Janeiro, RJ, 1850). Arquiteto, urbanista. Estuda na École d'Architetucture [Escola de Arquitetura] de Paris na época da Revolução Francesa (1789-1799). Em 1799, vence o Grand Prix de Rome, e ganha uma bolsa de estudo na Academia de França, em Roma, entre 1801 e 1805, período em que investiga a arquitetura da antiguidade e do Renascimento. Essa pesquisa contribui para a realização da obra Architecture Toscane, ou Palais, Maisons, et Autres Édifices de la Toscane composta de dezoito fascículos, publicados entre 1806 e 1815, em Paris, os doze primeiros em colaboração com o arquiteto Auguste Pierre Sainte Marie Famim. Realiza o projeto de restauro da futura sede da academia em Roma, a Villa Médici, recebendo por isso a autorização para retornar a Paris em 1805, um ano antes de concluir o curso.

Em 1807, por indicação do Institut de France e de seus professores Charles Percier e Pierre-François-Léonard Fontaine, arquitetos do imperador Napoleão Bonaparte, é convidado a trabalhar para o rei de Vestfália, Jerôme Bonaparte, irmão do imperador francês, para quem projeta um balneário, um teatro e uma residência em Kassel, Alemanha. Em 1815, após a a derrota de Napoleão, suas atividades como arquiteto da corte são interrompidas. Diante desse quadro adverso, aceita o pedido para integrar a Missão Artística Francesa que vem para o Brasil. Em agosto de 1816, é nomeado professor de arquitetura da Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, designada em 1826 Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), onde permanece até sua morte.

Em virtude das limitações materiais e técnicas da corte no Brasil, das agitações políticas que marcam o reinado de dom João VI e o império, das disputas entre os artistas franceses e portugueses pela direção da Aiba e, mais do que isso, por um ideal de arte e arquitetura,1 Montigny constrói efetivamente muito pouco no país. Das obras de arquitetura e urbanismo idealizadas no Rio de Janeiro destacam-se as decorações para eventos comemorativos da corte, os chafarizes, a Casa do Arquiteto, 1819/1828, atual Solar Grandjean de Montigny2, na Gávea; a Praça Monumental do Campo de Santana, 1827 (não construída); a Academia Imperial de Belas Artes, 1816/1826 (demolida) e o edifício da Praça do Comércio, 1819/1820 - atual Casa França-Brasil.3  

Em 1941, o arquiteto e historiador Adolfo Morales de los Rios Filho lança o livro Grandjean de Montigny e a Evolução da Arte Brasileira, obra de referência ainda hoje sobre a vida e obra de Montigny. Em 1980 e 2003 são realizadas duas exposições sobre o arquiteto, a primeira intitulada Uma Cidade em Questão I: Grandjean de Montigny e a Arquitetura do Rio de Janeiro, e a segunda, Grandjean de Montigny.

Comentário crítico
Grandjean de Montigny inaugura com a Academia Imperial de Belas Artes (Aiba) o ensino formal de arquitetura no Brasil, e é um dos principais responsáveis pela afirmação do neoclassicismo como a arquitetura oficial da corte no Rio de Janeiro.4 Formado pela École d'Architecture [Escola de Arquitetura] de Paris em plena Revolução Francesa (1789-1799), Montigny inicia a carreira profissional vinculado ao neoclassicismo do período napoleônico, sobretudo aquele seguido por seus professores Charles Percier e Pierre-François-Léonard Fontaine, arquitetos do imperador Napoleão Bonaparte. Dos projetos realizados na Europa merecem destaque - pelo que revelam de sua formação e de suas filiações artísticas - o projeto vencedor no Grand Prix de Rome, Eliseu ou Cemitério Público, de 1799, e o plano de Reunião do Louvre às Tulherias, apresentado em concurso público em 1810.

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Outras informações de Grandjean de Montigny:

  • Outros nomes
    • Auguste Henri Victor Grandjean de Montigny
  • Habilidades
    • Arquiteto-urbanista
    • Arquiteto

Obras de Grandjean de Montigny: (19) obras disponíveis:

Título da obra: Projeto da Academia Real de Belas-Artes, de um edifício para os Correios e uma casa para lapidação de diamantes (planta baixa e fachada principal)

Artigo da seção obras
Temas da obra: Artes visuais  
Data de criaçãoProjeto da Academia Real de Belas-Artes, de um edifício para os Correios e uma casa para lapidação de diamantes (planta baixa e fachada principal) : s.d.
Autores da obra:
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Legenda da imagem representativa:

Reprodução fotográfica Pedro Oswaldo Cruz

Representação (1)

Exposições (14)

Artigo sobre Missão Artística Francesa e Pintores Viajantes: França - Brasil no século XIX (1990 : Rio de Janeiro, RJ)

Artigo da seção eventos
Temas do artigo: Artes visuais  
Data de inícioMissão Artística Francesa e Pintores Viajantes: França - Brasil no século XIX (1990 : Rio de Janeiro, RJ): 11-1990  |  Data de término | 12-1990
Resumo do artigo Missão Artística Francesa e Pintores Viajantes: França - Brasil no século XIX (1990 : Rio de Janeiro, RJ):

Fundação Casa França-Brasil (Rio de Janeiro, RJ)

Artigo sobre Missão Artística Francesa e as origens da coleção do Museu Nacional de Belas Artes (2004 : Rio de Janeiro, RJ)

Artigo da seção eventos
Temas do artigo: Artes visuais  
Data de inícioMissão Artística Francesa e as origens da coleção do Museu Nacional de Belas Artes (2004 : Rio de Janeiro, RJ): 14-05-2004  |  Data de término | 15-08-2004
Resumo do artigo Missão Artística Francesa e as origens da coleção do Museu Nacional de Belas Artes (2004 : Rio de Janeiro, RJ):

Museu Nacional de Belas Artes (MNBA)

Fontes de pesquisa (7)

  • LEMOS, Carlos Alberto Cerqueira. Arquitetura brasileira. São Paulo: Melhoramentos, 1979. 158 p., il p&b. color. 
  • BANDEIRA, Julio; XEXÉO, Pedro Martins Caldas; CONDURU, Roberto. A Missão Francesa. Rio de Janeiro: Sextante Artes, 2003. 208 p., il. p&b. color.
  • GRANDJEAN de Montigny. In: Fundação Casa França-Brasil. Disponível em: [http://www.fcfb.rj.gov.br/conteudo/biograndjean.asp]. Acesso em: 30 de out. 2006.
  • REIS FILHO, Nestor Goulart. Quadro da arquitetura no Brasil. São Paulo: Perspectiva, 1970. 214p. il p& b.
  • RIOS FILHO, Adolfo Morales de. Grandjean de Montingy e a evolução da arte brasileira. Rio de Janeiro: Empresa A Noite, 1941. 158p. il color.
  • ROCHA-PEIXOTO, Gustavo. Introdução ao neoclassicismo na arquitetura do Rio de Janeiro. In: CZAJKOWSKI, J. (org.). Guia da arquitetura colonial, neoclássica e romântica no Rio de Janeiro. 2ª. ed. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2003, pp.25 - 40.
  • UMA CIDADE EM QUESTÃO I: Grandjean de Montigny e o Rio de Janeiro. Texto Irmã Sylvia Arestizabal, Giovanna Rosso Del Brenna, Afonso Carlos Marques dos Santos, Susane Worcman, Roberto Coustet, Mário H. G. Torres, Donato Mello Júnior. Rio de Janeiro: PUC: FUNARTE: Fundação Roberto Marinho, 1979. 274 p, il p&b.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • GRANDJEAN de Montigny. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2018. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa214530/grandjean-de-montigny>. Acesso em: 11 de Dez. 2018. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7