Artigo da seção pessoas Manoel Santiago

Manoel Santiago

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Artes visuais  
Data de nascimento deManoel Santiago: 25-03-1897 Local de nascimento: (Brasil / Amazonas / Manaus) | Data de morte 29-10-1987 Local de morte: (Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro)
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Auto-retrato , 1938

Biografia

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago (Manaus, Amazonas, 1897 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1987). Pintor, desenhista, professor. Muda-se para Belém em 1903 e inicia estudos de pintura. Em 1919 transfere-se para o Rio de Janeiro, e cursa direito ao mesmo tempo que freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes (Enba), onde é aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, assiste a aulas particulares de Eliseu Visconti. Casa-se em 1925 com a pintora Haydeá Santiago. Participa em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebe o prêmio viagem ao exterior. Vai para Paris no ano seguinte, e lá permanece por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, torna-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passa a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta.

Análise

No início de sua carreira, Manoel Santiago pinta nus femininos e obras de temática ligada às lendas indígenas da Amazônia, realizadas em uma paleta luminosa, inspirada nos impressionistas, com pinceladas livres. Sua obra revela afinidade com aquela de Haydeá Santiago, sua esposa, embora a produção desta possua um caráter mais intimista, com temas ligados a cenas de gênero.

Manoel Santiago representa a paisagem do Rio de Janeiro em inúmeras telas. O crítico Angyone Costa, em artigo de 1932, elogia sua obra, afirmando que a luz de certos dias enevoados da terra carioca não tivera melhor intérprete, com exceção de Eliseu Visconti.1 Em Alto Teresópolis, 1947 destaca-se o uso apurado da cor e uma luz que transfigura a paisagem, além do emprego de pinceladas espessas.

Algumas de suas telas evocam, em sua estrutura, a produção de Jean-Baptiste-Camille Corot, como em Pescador, déc.1960, na qual explora os efeitos de luz sobre a casca rugosa da árvore em primeiro plano. Já em obras posteriores o uso da cor torna-se mais livre, como nas paisagens litorâneas de Maranhão e Paraíba, déc.1980.

Notas

1. Citado em MORAIS, Frederico. Núcleo Bernardelli: arte brasileira nos anos 30 e 40. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1982, p. 79.

 

Outras informações de Manoel Santiago:

  • Outros nomes
    • Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago
    • Manoel
    • Manoel D´Assumpção Santiago
    • Manuel Santiago
    • Manuel Assunção Santiago
  • Habilidades
    • desenhista
    • muralista
    • Pintor
    • professor de artes plásticas

Obras de Manoel Santiago: (21) obras disponíveis:

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Temas do artigo: Artes visuais  
Data de iníciosp-arte 2010: 29-04-2010  |  Data de término | 02-05-2010
Resumo do artigo sp-arte 2010:

Fundação Bienal de São Paulo

Fontes de pesquisa (13)

  • MORAIS, Frederico. Núcleo Bernardelli: arte brasileira nos anos 30 e 40. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1982. 136 p., il. p&b color.
  • AQUINO, Flávio de. Manoel Santiago: vida, obra e crítica. Apresentação de J. Cabicieri. Rio de Janeiro: Cabicieri, 1986.
  • COSTA, Angyone. A Inquietação das abelhas: o que pensam e o que dizem os nossos pintores, esculptores, architectos e gravadores, sobre as artes plásticas no Brasil. Rio de Janeiro: Pimenta de Mello, 1927. 300 p., il. p&b., foto.
  • LINHARES, Mário. Nova orientação da pintura brasileira. Rio de Janeiro: Villas Boas, 1926.
  • MANOEL e Haydéa Santiago. Apresentação de Claudio Valansi. Rio de Janeiro: Hotel Rio Palace, 1987.
  • MUSEU ANTÔNIO PARREIRAS. Memória histórica do Museu Antônio Parreiras. Niterói: O Museu, 1956. (Cadernos de divulgação cultural do Museu Antônio Parreiras, 2).
  • PERFORMANCE-Galeria de Arte. Brasília: Performance-Galeria de Arte, 1984.
  • ALVARADO, Daisy Valle Machado Peccinini de, SOARES, Dulce (coord.). Pintura no Brasil: um olhar no século XX.  São Paulo: Nobel, 2000. 153 p., il. color.
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Organização André Seffrin. 2. ed. rev. e ampl. Curitiba: Ed. UFPR, 1997. ---
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988. ---
  • O MUSEU Nacional de Belas Artes. São Paulo: Banco Safra, 1985.
  • PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969. ---
  • SALÃO de Maio, 6. , 1971, Rio de Janeiro. 6º Salão de Maio. Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de Belas Artes, 1971.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • MANOEL Santiago. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2019. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21449/manoel-santiago>. Acesso em: 27 de Mai. 2019. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7