Artigo da seção pessoas Lucílio de Albuquerque

Lucílio de Albuquerque

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Artes visuais  
Data de nascimento deLucílio de Albuquerque: 09-05-1877 Local de nascimento: (Brasil / Piauí / Barras) | Data de morte 19-04-1939 Local de morte: (Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro)
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Mãe Preta , 1912 , Lucílio de Albuquerque
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Biografia

Lucílio de Albuquerque (Barras PI 1877 - Rio de Janeiro RJ 1939). Pintor, desenhista, vitralista, professor. Em 1895, ingressa na Faculdade de Direito de São Paulo, mas abandona-a para estudar pintura. Muda-se para o Rio de Janeiro em 1896 e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba como aluno livre. De 1901 a 1906 matricula-se no curso regular da Enba, e tem aulas com Rodolfo Amoedo (1857 - 1941), Zeferino da Costa (1840 - 1915) e Henrique Bernardelli (1858 - 1936). Em 1906, ganha o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Belas Artes - SNBA com o quadro Anchieta Escrevendo o Poema à Virgem, e parte para a Europa com sua esposa, a pintora Georgina de Albuquerque (1885 - 1962). Em Paris, estuda na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts [Escola Nacional Superior de Belas Artes] e na Académie Julian, sendo aluno de Henry Royer (1869 - 1938), Marcel Baschet (1862 - 1941) e Jean-Paul Laurens (1838 - 1921). Participa da Exposição Nacional de Bruxelas, e realiza vitrais para o pavilhão brasileiro na Exposição Internacional de Turim, Itália, em 1911. Nesse ano, volta ao Rio de Janeiro e torna-se professor de desenho figurado na Enba. É nomeado diretor em 1937, cargo que abandona no ano seguinte por motivos de saúde. Após sua morte, Georgina de Albuquerque cria, no início dos anos 1940, o Museu Lucílio de Albuquerque, cujo acervo atualmente pertence ao Estado do Rio de Janeiro.

Análise

O pintor Lucílio de Albuquerque freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba em 1896, como aluno livre. Em 1901, torna-se aluno regular da instituição, estudando com Rodolfo Amoedo (1857-1941), Zeferino da Costa (1840-1915) e Henrique Bernardelli (1858-1936). Em 1906, recebe o prêmio de viagem ao exterior e parte para a Europa com sua esposa, a pintora Georgina de Albuquerque (1885-1962), onde estuda na Academia Julian. Em Paris, toma contato com o impressionismo e com o simbolismo, realizando obras que dialogam com essas tendências.
 
Apresenta diversos trabalhos no Salon des Artistes Françaises, como, por exemplo, La Campagne (1908), Agnes Dei (1909) e Raparigas do Milho (1910). Exibe no Salon Internationale de Bruxelles a tela Despertar de Ícaro (1910), executada em homenagem ao aviador Alberto Santos-Dumont (1873-1932). No ano seguinte, realiza projeto para vitral destinado ao Pavilhão do Brasil na Exposição Internacional de Turim.
 
Para o historiador da arte Teixeira Leite, Lucílio de Albuquerque parte, em sua obra, das sombras para luz, ou seja, da utilização inicial de uma paleta de tons escuros, passando gradualmente aos tons claros, afastando-se também da concepção realista da forma, com o uso de sólido desenho, para alcançar posteriormente efeitos cromáticos quase expressionista. O artista destaca-se também por suas paisagens, nas quais realiza pintura en plein-air.

Outras informações de Lucílio de Albuquerque:

  • Outros nomes
    • Lucílio de Albuquerque
    • Lucílio
    • Lucilio de Albuquerque
  • Habilidades
    • Pintor
    • desenhista
    • professor de artes plásticas
    • Vitralista
  • Relações de Lucílio de Albuquerque com outros artigos da enciclopédia:

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Temas do artigo: Artes visuais  
Data de iníciosp-arte 2010: 29-04-2010  |  Data de término | 02-05-2010
Resumo do artigo sp-arte 2010:

Fundação Bienal de São Paulo

Fontes de pesquisa (39)

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  • REIS JÚNIOR, José Maria dos. História da pintura no Brasil. Prefácio Oswaldo Teixeira. São Paulo: Leia, 1944.

Como citar?

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  • LUCÍLIO de Albuquerque. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2018. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21324/lucilio-de-albuquerque>. Acesso em: 18 de Out. 2018. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7