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Emílio Di Biasi

Outros Nomes: Costabile Emílio Di Biasi | Emílio Di Biase | Emílio De Biasi | Emilio Di Biasi
  • Análise
  • Biografia
    Costabile Emílio Di Biasi  (São Paulo SP 1939). Ator e diretor. Figura de destaque quer no campo da interpretação quanto da direção, um dos fundadores do Grupo Decisão.

    Após algumas experiências amadoras, estréia em José, do Parto à Sepultura, texto de Augusto Boal dirigido por Antônio Abujamra para o Teatro Oficina, em 1961. Ele e Antônio Abujamra juntam-se a Antônio Ghigonetto, Berta Zemel, Wolney de Assis e Lauro César Muniz, e fundam o Grupo Decisão, com a montagem de Sorocaba, Senhor, adaptação de Fuenteovejuna, de Lope de Veja, em 1963, primeira de uma série de significativas realizações do conjunto.

    Com o Decisão, Emílio destaca-se em O Inoportuno, de Harold Pinter, com direção de Antônio Abujamra, em 1964; no mesmo ano, como o protagonista de O Patinho Torto, comédia satírica de Coelho Neto, dirigido por Antônio Ghigonetto; e como Orestes, em Electra, de Sófocles, ao lado de Glauce Rocha, em 1965, também sob o comando de Abujamra.

    Estagia em 1965, no Piccolo Teatro di Milano, com Giorgio Strehler, na Itália; no Berliner Ensemble, na Alemanha; e no Royal Court, de Londres, retornando ao país em 1966. No ano seguinte, atua em O Olho Azul da Falecida, de Joe Orton, direção de Maurice Vaneau; e em Os Inconfidentes, roteiro e direção de Flávio Rangel.

    Faz sua primeira direção em 1968, com Cordélia Brasil, de Antônio Bivar, montagem que eleva Norma Bengell como protagonista, causando alvoroço pela temática e repercussão. Em sua carreira de diretor, destaca-se ainda com A Massagem, de Mauro Rasi, 1972; A Morta, de Oswald de Andrade, 1973; Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues, 1974; Tio Vania, de Anton Tchekhov, 1975; A Moratória, de Jorge Andrade, 1976; Caixa de Sombras, de Michael Cristofer, que lhe vale o Prêmio Governador do Estado de melhor diretor, 1978; e Direita Volver, de Lauro César Muniz, 1985.

    Em 1987, lança-se numa experiência ousada, criando um espetáculo baseado nas teorias teatrais de Bob Wilson, denominado A Vida de Carlos e Carlos, obtendo prestígio da crítica. Em 1998 dirige os Parlapatões, Patifes & Paspalhões em ppp@WllmShkspr.br, engraçadíssima síntese de textos shakespearianos, arrebatando o público, e recebendo o Prêmio Apetesp de melhor direção.

    Emílio se interessa por diferentes formatos dramatúrgicos, imprimindo rigor e rendimento às realizações. Alguns trabalhos fora do circuito tradicional alcançam ressonância: Prometeu Acorrentado, de Ésquilo, com os alunos da Escola de Arte Dramática (EAD), 1969; Ninguém Telefonou, baseado em improvisações, com alunos do Teatro Escola Macunaíma, 1980; no mesmo ano, Auto do Burro de Belém, de Chico de Assis, com detentos da Penitenciária do Estado de São Paulo, num projeto social capitaneado por Ruth Escobar. Para o Teatro Guaíra de Curitiba, encena o balé O Grande Circo Místico, de Naum Alves de Souza e música de Chico Buarque e Edu Lobo.

    Ainda como ator trabalha em Os Convalescentes, de José Vicente, direção de Gilda Grillo em 1970; Hamletto, de Giovanni Testori, dirigido por Abujamra, 1982; Cais Oeste, de Bernard-Marie Koltès, direção de Marcelo Marchioro, 1989; O Natal de Harry, de Lee Blessing, 1995, e Um Passeio no Bosque, de Lee Blessing, 1999, ambos dirigidos por ele próprio. Por este último ganha o Prêmio Shell de melhor ator.

    No cinema participa de três filmes de Carlos Reichenbach: Filme Demência e Anjos do Arrabalde, ambos de 1985; e Alma Corsária, 1993. Para a TV Globo co-dirige algumas novelas de sucesso, como Renascer, 1993, e O Rei do Gado, 1996, ambas de Benedito Rui Barbosa; Anjo Mau, de Maria Adelaide Amaral, 1997, e Os Maias, adaptação de Maria Adelaide da obra de Eça de Queiroz, 2001. Paralelamente, torna-se um dos melhores preparadores de elencos da TV Globo, concorrendo para garantir resultados nas produções ligadas à teledramaturgia.

    Segundo o crítico Yan Michalski: "Homem de teatro empenhado, culto e inquieto, Emílio Di Biasi vem construindo uma carreira marcada pelo rigor das suas escolhas, sempre em busca da qualidade e da renovação".1

    Notas
    1. MICHALSKI, Yan. Emílio Di Biasi . In: __________. PEQUENA Enciclopédia do teatro Brasileiro Contemporâneo. Material inédito, elaborado em projeto para o CNPq. Rio de Janeiro, 1989.

Espetáculos

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Fontes de Pesquisa

ALBUQUERQUE, Johana. Emílio Di Biasi (ficha curricular) In: ___________. ENCICLOPÉDIA do Teatro Brasileiro Contemporâneo. material elaborado em projeto de pesquisa para a Fundação VITAE. São Paulo, 2000.

ANUÁRIO de teatro 1994. São Paulo: Centro Cultural São Paulo, 1996. 415 p. R792.0981 A636t 1994

BIASI, Emilio Di. (currículum vitae). Cronologia das atividades realizadas ao longo da carreira profissional .Rio de Janeiro, 2001.

Comédia no Paiol! Direita, Volver! De Lauro César Muniz. Palco e Platéia, São Paulo, ano 0, julho de 1985. Não catalogado

EICHBAUER, Hélio. [Currículo]. Enviado pelo artista em 24 de abril de 2011. Espetáculo: Hoje é dia de Rock - 1973 Não catalogado

MICHALSKI, Yan. Emílio Di Biasi. In: __________. PEQUENA Enciclopédia do teatro Brasileiro Contemporâneo. Material inédito, elaborado em projeto para o CNPq. Rio de Janeiro, 1989.

Programa do Espetáculo - Boca Molhada de Paixão Calada - 1984. Não catalogado

Programa do Espetáculo - Caixa de Sombras - 1978. Não catalogado

Programa do Espetáculo - Direita Volver - 1985. Não Catalogado

Programa do Espetáculo - Dois Perdidos Numa Noite Suja - 1992. Não Catalogado

Programa do Espetáculo - O Acidente - 2000 Não Catalogado

Programa do Espetáculo - O Hamlet - 1982 Não catalogado

Programa do espetáculo -Cinema Éden - 2005 Não catalogado