Artigo da seção pessoas Eduardo Frota

Eduardo Frota

Artigo da seção pessoas
Artes visuais  
Data de nascimento deEduardo Frota: 13-02-1959 Local de nascimento: (Brasil / Ceará / Fortaleza)

Biografia
Eduardo Eloísio Frota (Fortaleza CE 1959). Escultor e professor. Chega ao Rio de Janeiro em 1978. Nos dois anos seguintes, assiste ao Curso Intensivo de Arte/Educação (Ciae), na Escolinha de Arte do Brasil (EAB) , no Rio de Janeiro. Em 1986, licencia-se em educação artística pelas Faculdades Integradas Bennet, na mesma cidade. Mostra trabalhos no Salão Carioca de Arte em 1982 e 1986.

Em 1983, participa da Oficina do Corpo da Escola de Artes Visuais (EAV/Parque Lage) , Rio de Janeiro. Em 1984 e 1985, estuda no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ) com Gastão Manuel Henrique (1933) , faz o curso Volume/Espaço; com Eduardo Sued (1925) , participa do curso Diálogo; e, com Ronaldo Brito (1949), lê O Olho e o Espírito, do filósofo francês Maurice Merleau-Ponty (1908 - 1961). Sua primeira individual acontece na Fundação Nacional de Arte (Funarte), em 1988. Em 1996, recebe a bolsa do Projeto Uniarte 96, da Faperj/UFRJ. Um ano depois, ganha o grande prêmio do salão Arte Pará.

Em 2001, é curador adjunto do Programa Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural 2001 - 2003, para o qual realiza um mapeamento das artes nas regiões Norte e Nordeste e uma curadoria da exposição com jovens artistas. Nessa época, é coordenador do Núcleo de Artes Plásticas do Alpendre, em Fortaleza. A partir dos anos 2000, começa a mostrar grandes instalações com peças em madeira, como faz na 25ª Bienal de São Paulo (2002). Desde o início de sua trajetória, trabalha com arte-educação.

Comentário crítico
Eduardo Frota faz esculturas em madeira nas quais problematiza questões da escultura e do espaço modernos. Em 1988, no 11º Salão Nacional de Artes Plásticas, Frota expõe uma fina tripa de madeira pintada com cores escuras, formando uma circunferência. Ela está no limite entre a escultura, o desenho e a pintura, pois é uma forma geométrica com relevo, mas é quase uma linha, é pintada e está na parede.

Aos poucos, seu trabalho ganha volume. Ele recebe o prêmio do Arte Pará 1997 por uma espécie de nó anguloso feito de cilindros retos de madeira unidos em ângulos bastante fechados e preso à parede. O crítico Cláudio de la Rocque Leal faz uma relação com a arte neoconcreta, pelo rompimento com o plano e a discussão do espaço, destacando a influência de Amílcar de Castro (1920 - 2002)1.

Na verdade, quando chega ao Rio, Frota impressiona-se com a obra de Willys de Castro (1926 - 1988) . Depois, é Lygia Clark (1920 - 1988) e sua ideia de arte participativa que lhe interessam mais2. Isso está ligado à sua leitura de Maurice Merleau-Ponty (1908 - 1961), e faz a expansão da sua obra para o espaço expositivo parecer natural. A partir de 2000, Frota realiza Intervenções Extensivas: são grandes carretéis, cones ou tubos sinuosos, formados com placas de compensado de madeira cortadas e coladas. Com elas, Frota recorta e desfaz o espaço, propondo ao espectador outra relação com ele, seja pela possibilidade de entrar no trabalho, pelo eco, pela obstrução da vista, ou pela dificuldade de locomoção.

Notas

1LEAL, Cláudio de la Roque. In: Arte Pará 1997, Fronteiras. Belém: Museu do Estado/Fundação Rômulo Maiorana, 1997, p. 12.

2HERKENHOFF, Paulo. In: FROTA, Eduardo. Eduardo Frota. Vila Velha: Museu Vale do Rio Doce, 2005, p. 13.

Outras informações de Eduardo Frota:

  • Outros nomes
    • Eduardo Elísio Frota
  • Habilidades
    • professor universitário
    • curador
    • professor de artes plásticas

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Eventos relacionados (4)

Fontes de pesquisa (20)

  • 11° Salão Nacional de Artes Plásticas. Rio de Janeiro: Funarte, 1989.
  • NOVOS Novos. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Centro Empresarial Rio, 1988.
  • Arte construtiva no Ceará. Fortaleza: Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e Museu de Arte Contemporânea do Ceará, 1999. Não paginado, il. color.
  • ARTE Pará 1997, Fronteiras. Texto Cláudio de la Rocque Leal. Belém: Museu do Estado/Fundação Rômulo Maiorana, 1997. 76 p., il. color. [XVI Salão Arte Pará]
  • CEARÁ e Pernambuco: dragões e leões. Fortaleza: Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura/Secretaria de Cultura e Desporto do Estado do Ceará, 1998.
  • FROTA, Eduardo. Eduardo Frota. Texto Adolfo Montejo Navas. São Paulo: Galeria Virgilio, 2007. Fol. dobr., color.
  • FROTA, Eduardo. Eduardo Frota. Texto Paulo Herkenhoff. Vila Velha: Museu Vale do Rio Doce, 2005. [Intervenções extensivas X] 38 p., il. color.
  • FROTA, Eduardo. Paisagens no espaço. Texto Denise Mattar e Agnaldo Farias. São Paulo: Centro Cultural Banco do Brasil, 2003.
  • FROTA, Eduardo; Bento, José. Eduardo Frota, José Bento. Niterói: Galeria de arte UFF, 1997. Não paginado, il. p&b.
  • FROTA, Eduardo; Santiago, Daniel. Eduardo Frota, Daniel Santiago. Texto Sílvia Paes Barreto, Monika Jun Honma, José Jacinto dos Santos Filho. Recife: Museu de Arte Moderna Aluísio Magalhães, [2007]. Não paginado, il. color.
  • IV Salão MAM-Bahia, 1997-1998. Salvador: Museu de Arte Moderna da Bahia. Não paginado, il. color.
  • LIMA, Manoel Ricardo de. 55 começos. Florianópolis: Editora da casa, 2008.232 p.
  • MAPEAMENTO nacional da produção emergente: Rumos Itaú Cultural Artes Visuais 2001/2003. Coordenação Fernando Cocchiarale, Cristina Freire, Jailton Moreira, Moacir dos Anjos. São Paulo: Itaú Cultural, 2002. 180 p., fotos color.
  • MMM, Ascânio; Frota, Eduardo; Guerra, Walter. 3 dimensões. Rio de Janeiro: Funarte, 1996. Fol. dobr., il. color.
  • MUSEU Oscar Niemeyer: 2003 a 2007. Texto Paulo Herkenhoff, Lauro Cavalcanti, Maria José Justino. Curitiba: Museu Oscar Niemeyer, 2008. 372 p., il. color.
  • O DESCONFORTO da forma. Curadoria e texto Eduardo Frota. São Paulo: Itaú Cultural Campinas, 2002. [Exposição com Felipe Barbosa, João Loureiro, Luiz Carlos Brugnera, Raquel Garbelotti, Rodrigo Godá]
  • O LUAR do sertão. São Paulo: Galeria Nara Roesler, 1999. [16 p.]. Exposição realizada no periodo de 5 a 21  maio 1999. 
  • PROGRAMA de exposições 91 Centro Cultural São Paulo. São Paulo: Centro Cultural São Paulo CCSP, 1992.
  • SEIS artistas na 25ª Bienal de São Paulo/Six artists at the 25th Bienal de São Paulo. São Paulo: Galeria Nara Roesler, 2002.
  • TRAÇOS e transições da arte contemporânea brasileira. Belém: Secretaria de Cultura do Estado do Pará - Secult, 2006. 167 p., il. color. [Exposição no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas]

Como citar?

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  • EDUARDO Frota. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa204817/eduardo-frota>. Acesso em: 25 de Jun. 2017. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7