Artigo da seção pessoas Mario Ramiro

Mario Ramiro

Artigo da seção pessoas
Artes visuais  
Data de nascimento deMario Ramiro: 1957 Local de nascimento: (Brasil / São Paulo / Taubaté)
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Pescaria II , 2005 , Mario Ramiro
Foto: Sérgio Guerini/Itaú Cultural

Biografia

Mario Celso Ramiro de Andrade (Taubaté, São Paulo, 1957). Artista multimídia e professor. Interessa-se por artes plásticas aos 17 anos, quando é premiado com bolsa de estudos em um salão de arte de Taubaté. No ano seguinte, recebe a medalha de bronze do mesmo salão e, incentivado por professores, muda-se para São Paulo. Na capital, cursa artes plásticas na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), entre 1978 e 1982. Aluno de Julio Plaza (1938-2003), Regina Silveira (1939) e Walter Zanini (1925-2013), interga o 3NÓS3, com atividades de intervenção urbana ao lado de Hudinilson Jr. (1957-2013) e Rafael França (1957-1991). Com a dissolução do grupo em 1982, volta-se para experiências envolvendo meios eletrônicos de reprodução e transmissão de imagem e texto. Em 1983, funda em São Paulo o Núcleo de Arte e Tecnologia (NAT), ativo até 1985, do qual participam o professor Fredric Litto (1939) e o arquiteto José Wagner Garcia (1956). Na década de 1980, participa de exposições sobre arte e tecnologia, como Arte Xerox Brasil (1984) na Pinacoteca do Estado de São Paulo e Arte Novos Meios/Multimeios: Brasil 70/80 (1985) no Museu de Arte Brasileira e participa das edições de 1981, 1983, 1985 e 1989 da Bienal Internacional de São Paulo. Em 1987, ministra o curso “O Uso dos Sistemas de Telecomunicação na Arte”, nas Oficinas Culturais Oswald de Andrade, em São Paulo. Nos anos 1990, volta-se para pesquisas de técnicas fotográficas, incentivado pelo filósofo tcheco-brasileiro Vilém Flusser (1920-1991), que o indica para programa de intercâmbio na Kunstakademie Düsseldorf , Alemanha, entre 1992 e 1993. É mestre em arte e mídia pela Kunsthochschule für Medien Köln em Colônia, Alemanha, em 1997. Desde 2002, é professor do Departamento de Artes Visuais da ECA/USP. Em 2007, atua como diretor da Divisão de Ação Cultural e Educativa do Centro Cultural São Paulo (CCSP) e, no ano seguinte, obtém o título de doutor em artes visuais pela ECA/USP.

Análise

O potencial criativo dos meios eletrônicos de reprodução e difusão de imagens orienta grande parte da produção artística de Mario Ramiro entre as 1980 e 1990. Nesse período, o país implanta as novas tecnologias de telecomunicação, como sistemas de videotexto em São Paulo e Rio de Janeiro e o lançamento do satélite doméstico brasileiro, BrasilSat, em 1985. A geração de jovens artistas da época busca integrá-las à criação artística. Uma das primeiras experiências de Ramiro nesse sentido é Clones – uma Rede Simultânea de Rádio, Televisão e Videotexto, projeto realizado em parceria com José Wagner Garcia (1956) e exibido no Museu da Imagem e do Som (MIS/SP) em 1983. Nele, a representação de um mesmo objeto (uma barra horizontal vermelha), trafega pelos três sistemas envolvidos, configurando uma rede intermídia. Em 1988, ao lado do artista Eduardo Kac (1962), participa de Retrato Suposto-Rosto Roto. Nessa obra, desde os estúdios da TV Cultura, em São Paulo, Ramiro transmite, via fax, um conjunto de informações para o ateliê de Kac, no Rio de Janeiro. Com base nas informações, Kac realiza uma espécie de retrato falado. O desenho é enviado de volta, também por fax, e exibido em transmissão ao vivo.

O interesse pelas relações entre arte e tecnologia amplia-se para trabalhos escultóricos de formas e forças inacessíveis à visão, como a que irradia o calor dos corpos em Campo de Força (1986). Nele, há uma fonte irradiarora de calor que cria variações térmicas no ar ao redor do objeto contemplado. Tais variações não são visíveis a olho nu, mas perceptíveis pelo tato. Por meio das sensações na própria pele, o observador sente as variações na massa de ar e “modela” a escultura, composta pelo objeto e pelas ondas de calor ao redor dele.

Nessa direção segue também a série Light Turbulence (1995), realizada durante estágio na Kunstakademie Düsseldorf. As imagens registram, pela técnica fotográfica Schlieren, os deslocamentos ou turbulências de ar promovidas por corpos no espaço, num questionamento sobre fronteiras e coexistências entre matéria e energia, visível e invisível.

No limite, é possível afirmar que, desde as intervenções urbanas realizadas com o grupo 3NÓS3, o cerne das pesquisas de Mario Ramiro é o questionamento dos limites do conceito de escultura. 

Outras informações de Mario Ramiro:

  • Outros nomes
    • Mario Celso Ramiro de Andrade
    • Mário Ramiro
  • Habilidades
    • Artista plástico
    • Artista multimídia
  • Relações de Mario Ramiro com outros artigos da enciclopédia:

Obras de Mario Ramiro: (1) obras disponíveis:

Exposições (67)

Artigo sobre Arte Xerox Brasil

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Temas do artigo: Artes visuais  
Data de inícioArte Xerox Brasil: 15-05-1984  |  Data de término | 10-06-1984
Resumo do artigo Arte Xerox Brasil:

Pinacoteca do Estado de São Paulo (Pina_)

Artigo sobre Arte e Tecnologia

Artigo da seção eventos
Temas do artigo: Artes visuais  
Data de inícioArte e Tecnologia : 02-09-1985  |  Data de término | 09-09-1985
Resumo do artigo Arte e Tecnologia :

Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP)

Artigo sobre Foto/Idéia

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Temas do artigo: Artes visuais  
Data de inícioFoto/Idéia: 03-1987
Resumo do artigo Foto/Idéia:

Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP)

Artigo sobre Circuito Atelier Aberto

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Temas do artigo: Artes visuais  
Data de inícioCircuito Atelier Aberto: 14-10-1989  |  Data de término | 10-12-1989
Resumo do artigo Circuito Atelier Aberto:

Instituto de Arquitetos do Brasil. Departamento de São Paulo (São Paulo, SP)

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Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • MARIO Ramiro. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2019. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa17472/mario-ramiro>. Acesso em: 19 de Jul. 2019. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7
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