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Arcangelo Ianelli

Outros Nomes: Arcangelo Ianelli | Ianelli | A. Ianelli | Arcângelo Ianelli | Arcanjo Ianelli
  • Análise
  • Biografia
    Arcangelo Ianelli (São Paulo SP 1922 - idem 2009). Pintor, escultor, ilustrador e desenhista. Inicia-se no desenho como autodidata. Em 1940, estuda perspectiva na Associação Paulista de Belas Artes e, em 1942, recebe orientação em pintura de Colette Pujol (1913-1999). Dois anos depois, freqüenta o ateliê de Waldemar da Costa (1904-1982) com Lothar Charoux (1912-1987), Hermelindo Fiaminghi (1920-2004) e Maria Leontina (1917-1984). Durante a década de 1950 integra o Grupo Guanabara juntamente com Manabu Mabe (1924-1997), Yoshiya Takaoka (1909-1978), Jorge Mori (1932), Tomoo Handa (1906-1996), Tikashi Fukushima (1920-2001) e Wega Nery (1912-2007), entre outros. A partir da década de 1940, produz cenas cotidianas, paisagens urbanas e marinhas, que revelam grande síntese formal e uma gama cromática em tons rebaixados. Por volta dos anos 1960, volta-se ao abstracionismo informal e produz telas que apresentam densidade matérica e cores escuras. No fim dos anos 1960, sua obra é ao mesmo tempo linear e pictórica, onde se destaca o uso de grafismos. Já a partir de 1970, volta-se à abstração geométrica e emprega principalmente retângulos e quadrados, que se apresentam como planos superpostos e interpenetrados. Atua ainda como escultor, desde a metade da década de 1970, quando realiza obras em mármore e em madeira, nas quais retoma questões constantes na obra pictórica. Em 2002, comemora os seus 80 anos com retrospectiva montada pela Pinacoteca do Estado de São Paulo (Pesp).

    Comentário Crítico
    Arcangelo Ianelli começa a desenhar na adolescência. No princípio da década de 1940, tem aulas de arte na Associação Paulista de Belas Artes e inicia curso de pintura com Colette Pujol. Nesse período, faz pinturas e desenhos realistas, estruturados de acordo com as características percebidas na pintura paulistana. Entre o fim da década de 1940 e início da década de 1950, passa a demonstrar interesse por outras propostas estilísticas, aproximando-se progressivamente de soluções alinhadas ao debate sobre a arte construtiva, muito embora se mantenha ligado à figuração.

    Nas marinhas, realizadas em 1957, a tendência à simplificação formal se aprofunda. O artista reduz sua paleta de cores e se concentra em formas lineares e bem contornadas. Nesse trabalho, as formas são planas, sem o sombreado tradicional. Os primeiros quadros da década de 1960 são feitos com formas geométricas simples e fechadas. Ianelli usa esse vocabulário para criar paisagens e retratos. Em 1961, a pintura torna-se francamente abstrata. No entanto, as cores ralas e a pincelada suave são trocadas por manchas espessas de tinta e cores escuras. Três anos mais tarde, ganha o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (SNAM). Passa de 1965 a 1967 na Europa. Nesse período, o artista insere linhas e outros grafismos em sua pintura, as formas vão se tornando mais regulares e contornadas, as manchas são suavizadas.

    Em 1973, Ianelli radicaliza o processo de estruturação de suas telas e parte para a abstração geométrica. Divide a tela em formas regulares e busca uma relação rítmica entre elas. As pinturas guardam semelhanças com alguns trabalhos do concretismo. No mesmo ano, inicia séries de pintura, como Transparências e Superposições, em que trabalha com retângulos sobrepostos, com colorido discreto e vibrante. Em 1974, começa a realizar obra tridimensional. Como em suas pinturas, sobrepõe retângulos em planos diferentes de uma superfície contínua.

    A partir de 1983, o artista relaciona essas formas geométricas com zonas de cor menos lineares. As manchas passam a escapar do contorno. Em alguns trabalhos, somem as linhas que separam uma cor da outra e as manchas regulares de tinta são sobrepostas às formas retangulares, as passagens de cor se tornam mais tonais. Durante a década de 1980, alterna essas pinturas mais informais a outras em que relaciona as manchas com retângulos.

    Em 1995, Ianelli volta à escultura. Realiza volumes brancos enxutos e bem definidos de mármore. Ao mesmo tempo, sua pintura caminha para a simplificação. Em trabalhos feitos entre 1999 e 2000, chamados Vibrações, reduz o número de cores e de manchas na pintura. A aplicação da tinta é suave, como se fosse borrifada na tela. As obras têm semelhanças com o trabalho de artistas norte-americanos, como Mark Rothko e Jules Olitski.

Obras(124)

  1. [título s/ informação]  
  2. Composição em Ocre  
  3. Leitura  
  4. Velho  
  5. Leitura  
  6. Figura  
  7. Retrato de Vergani  
  8. Olaria  
  9. Represa de Santo Amaro  
  10. Ateliê do Artista  
  11. Pic-nic  
  12. O Menino Pintor  
  13. Casas  
  14. São José dos Campos  
  15. Barcos Ancorados  
  16. Estaleiro  
  17. Paisagem  
  18. Interior  
  19. Retrato de Katia  
  20. Natureza-Morta com Melancia  
  21. Bairro Fabril  
  22. Marinha  
  23. Chuva  
  24. Paisagem  
  25. Saracura  
  26. Praia e Barco  
  27. El Dorado  
  28. Estaleiro  
  29. [Estaleiro] 
  30. Mastros e Barcos  
  31. Marinha  
  32. [Barcos a Vela] 
  33. Rua Tabatinguera  
  34. Composição em Negro e Azul  
  35. Sem Título  
  36. Natureza-Morta  
  37. Natureza-Morta  
  38. Arvoredo  
  39. Casas  
  40. Panorama  
  41. Natureza-Morta  
  42. Natureza-Morta  
  43. Casas  
  44. Natureza-Morta  
  45. Natureza-Morta  
  46. Barcos  
  47. Abstração  
  48. Sem Título  
  49. Três Formas  
  50. [Sem Tíltulo] 
  51. Impressões de Viagem  
  52. Igreja do Paraíso  
  53. Outono em Paris  
  54. [Grafismo] 
  55. Cinza e Branco  
  56. Cinza e Branco  
  57. Grafismo  
  58. Sem Título  
  59. Composição em Cinza  
  60. Grafismo em Azul  
  61. Composição em Azul  
  62. Sem Título  
  63. Tarde de Novembro  
  64. Sem Título  
  65. Sem Tíltulo  
  66. Sem Título  
  67. Dois Tons, Vermelho  
  68. Sem Título  
  69. Composição Geométrica Azul e Verde  
  70. Sem Título  
  71. Encontro e Desencontro  
  72. Abstrato Azul  
  73. Sem Título  
  74. Sem Título  
  75. Composição em Vermelho  
  76. Superposições em Azul  
  77. Superposição de Quadrados  
  78. Sem Título  
  79. Superposições em Vermelho  
  80. Sem Título  
  81. Bruma  
  82. Sem Título  
  83. Sem Título  
  84. Vermelho Rompido  
  85. Sem Título  
  86. Terra  
  87. Sem Título  
  88. Vibrações Terra-Azul  
  89. Vibrações, Ocre, Preto, Branco  
  90. Silêncio  
  91. Domingo de Páscoa  
  92. [Sem Título] 
  93. Sem Título  
  94. Contrastes  
  95. [Sem Título] 
  96. [Sem Título] 
  97. [Sem Título] 
  98. [Sem Título] 
  99. [Sem Título] 
  100. [Sem Título] 
  101. Nº 3  
  102. Nº 4  
  103. Vibrações  
  104. Vibrações  
  105. Sem Título  
  106. Preto e Cinza  
  107. Sem Título  
  108. Sem Título  
  109. Sem Título  
  110. Sem Título  
  111. Sem Título  
  112. Sem Título  
  113. Sem Título  
  114. Sem Título  
  115. Sem Título  
  116. Os Amantes  
  117. Sem Título  
  118. Dança Branca  
  119. Sem Título  
  120. Sem Título  
  121. Sem Título  
  122. Forma Rompida  
  123. Superposição de Retângulos  
  124. Outono Silencioso  

Mídias Relacionadas (1)

Exposições

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Eventos

Fontes de Pesquisa

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LOUZADA, Maria Alice do Amaral, LOUZADA, J?lio. Artes pl?sticas Brasil 1999. S?o Paulo: J?lio Louzada, 1999. R702.9 L895a v.11

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