Artigo da seção pessoas Almir Sater

Almir Sater

Artigo da seção pessoas
Música  
Data de nascimento deAlmir Sater: 14-11-1956 Local de nascimento: (Brasil / Mato Grosso do Sul / Campo Grande)

Biografia
Almir Eduardo Melke Sater (Campo Grande MS 1956). Cantor, compositor e violeiro. Filho de um comerciante e uma professora de inglês, começa a tocar violão ainda criança. Com 20 anos, muda-se para o Rio de Janeiro para estudar direito na Faculdade Cândido Mendes. Na capital fluminense, assiste à apresentação de uma dupla de violeiros mineiros numa feira nordestina no Largo do Machado e se encanta com a sonoridade e os recursos da viola caipira.  A paixão pelo novo instrumento o faz abandonar o curso de direito e o sonho da família de vê-lo como profissional liberal. Estuda a viola caipira e torna-se fã do violeiro Tião Carreiro.

De volta a Campo Grande, forma com o amigo Maurício Barros a dupla Lupe e Lampião e conquista o quarto lugar no Festival Sertanejo na TV Record em 1978. Um ano depois, parte para São Paulo, e faz alguns shows com o grupo Lírio Selvagem, liderado pela cantora sul-mato-grossense Tetê Espíndola, e, posteriormente, acompanha a cantora e compositora Diana Pequeno. Apresenta suas músicas em teatros paulistanos e desperta a atenção da gravadora Continental, que o convida a gravar seu primeiro disco em 1981. No ano seguinte, lança o álbum Doma, pela gravadora RGE, que sela a parceria com o carioca radicado em Campo Grande Paulo Simões. Cria, em 1984, a Comitiva Esperança - que batiza uma de suas músicas mais conhecidas - e cruza a região do Pantanal pesquisando a cultura mato-grossense. Dessa empreitada nascem, em 1985, um documentário e o álbum Almir Sater Instrumental. Revela suas primeiras composições com o santista Renato Teixeira no álbum Cria (3M, 1986), e estreia como ator no drama As Bellas da Billings (1987), de Ozualdo Candeias.

Participa do Free Jazz Festival, no Rio de Janeiro, em 1989, e viaja para Nashville, a capital da música country nos Estados Unidos, onde grava o disco Rasta Bonito (Continental, 1989). Seu nome e sua música ganham projeção nacional ao atuar na novela Pantanal (TV Manchete, 1990), de Benedito Ruy Barbosa.  Participa de outras novelas - A História de Ana Raio e Zé Trovão (TV Manchete, 1990/1991), O Rei do Gado (TV Globo, 1996), Bicho do Mato (TV Record, 2006). Conquista o Prêmio Sharp de melhor disco instrumental em 1990 com o álbum Instrumental II (Eldorado) e de melhor música (Tocando em Frente, composta com Renato Teixeira e interpretada por Maria Bethânia). Cumpre uma intensa agenda de shows pelo Brasil, que registra no disco Almir Sater ao Vivo (Sony Music, 1992), com músicas autorais e clássicos caipiras, como Moreninha Linda (Tonico, Priminho e Maninho). Em 1994 lança o disco Terra dos Sonhos (Velas), seguido de Caminhos Me Levem (Som Livre, 1997) e Sete Sinais (Velas, 2006).

Comentário Crítico
Almir Sater é um artista de fronteira. No primeiro momento, de fronteira geográfica: assume as influências da música paraguaia e pantaneira com as da cidade grande. Em segundo, a fronteira artística: sintetiza ritmos regionais, como o chamamé e o rasqueado, com urbanos (rock, pop, MPB e jazz). O próprio músico se define roqueiro e afirma que "ser violeiro é ser instrumentista". Para Sater, a viola não determina o que se toca; é apenas o instrumento que viabiliza sua música de difícil categorização.

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Outras informações de Almir Sater:

  • Outros nomes
    • Almir Eduardo Melke Sater
  • Habilidades
    • Instrumentista
    • cantor/Intérprete
    • compositor

Fontes de pesquisa (9)

  • CLIQUEMUSIC. Rio de Janeiro, 2001. Disponível em: <http://www.cliquemusic.com.br>. Acesso em: 24 out. 2009.
  • MEMÓRIA MUSICAL. Site do Instituto Memória Musical Brasileira. Rio de Janeiro, 2007. Disponível em: < http://www.memoriamusical.com.br>. Acesso em: 24 out. 2009.
  • SATER, Almir. Entrevista concedida pelo artista a Rodrigo Teixeira. Campo Grande, mai.2007. Disponível em: <http://www.overmundo.com.br/banco/entrevista-almir-sater-para-overmundo-exclusivo>. Acesso em: 16 out. 2009.
  • DICIONÁRIO Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Rio de Janeiro: Instituto Cultural Cravo Albin, 2002. Disponível em: [http://www.dicionariompb.com.br/]. Acesso em: 24 out. 2009.
  • NEPOMUCENO, Rosa. Música Caipira: da roça ao rodeio. São Paulo: Editora 34, 1999.
  • TAUBKIN, Myriam. Violeiros do Brasil. São Paulo: Myriam Taubkin, 2008.
  • HIGA, Evandro. Os Gêneros Musicais “Polca Paraguaya”, “Guarânia” e  “Chamamé”: Formas de Ocorrência em Campo Grande – Mato Grosso do Sul.  Dissertação (Mestrado em Música) – Escola de Comunicações e Artes da Universidade e São Paulo, São Paulo, 2005
  • MARCONDES, Marcos Antônio. Enciclopédia da música brasileira: erudita, folclórica, popular. 2. ed., rev. ampl. São Paulo: Art Editora : Itaú Cultural, 1998. 912 p.
  • SEVERIANO, Jairo e MELLO, Zuza Homem de. A Canção no tempo II: 85 anos de músicas brasileiras (1958-1985). São Paulo: Editora 34, 1998. v. 2 . 367 p. (Ouvido Musical) 

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • ALMIR Sater. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa15021/almir-sater>. Acesso em: 18 de Nov. 2017. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7