Artigo da seção pessoas Lenora de Barros

Lenora de Barros

Artigo da seção pessoas
Artes visuais / teatro  
Data de nascimento deLenora de Barros: 06-11-1953 Local de nascimento: (Brasil / São Paulo / São Paulo)
Imagem representativa do artigo

Homenagem a George Segal , 1990 , Lenora de Barros
Reprodução fotográfica Ruy Teixeira

Biografia

Lenora de Barros (São Paulo SP 1953). Artista plástica, poeta. No fim da década de 1970, forma-se em linguística pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP). Na 17ª Bienal internacional de São Paulo, expõe poemas visuais, realizados pela primeira vez em videotexto. No mesmo ano publica o livro Onde Se Vê, pela editora Klaxon. Muda-se para Milão, onde mora de 1990 a 1991. Nesta cidade realiza a mostra individual Poesia É Coisa de Nada, com trabalhos de 1985 a 1990, na Galeria Mercato del Sale, e faz a curadoria da exposição Poesia Concreta in Brasile, no Archivo della Grazia di Nuova Scrittura. De volta ao Brasil, trabalha como colaboradora do Jornal da Tarde e assina a coluna Umas, sobre experiências poéticas e fotoperformáticas, de 1993 a 1995. Nesse período, passa atuar como editora de fotografia no jornal Folha de S.Paulo e diretora de arte da revista Placar. Em 1998, participa da 24ª Bienal Internacional de São Paulo ao lado de Arnaldo Antunes (1960) e Walter Silveira (1955), com a instalação A Contribuição Multimilionária de Todos os Erros. Em 2000, recebe o Prêmio Multicultural do jornal O Estado de S. Paulo. Com o músico Cid Campos (1958), cria, em 2001, a instalação sonora (Des)Encorpa, para a mostra The Overexcited Body, no Palazzo Arengario, em Milão. Nesse mesmo ano, realiza sua primeira mostra individual no Brasil, O que que Há de Novo, de Novo, Pussyquete?, na Galeria Millan, em São Paulo. Em 2002, é contemplada com bolsa da Fundação Vitae e desenvolve o projeto do livro-objeto Para Ver em Voz Alta, e tem a instalação sonora Deve Haver Nada a Ver premiada na 1ª Mostra RioArte, do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ).

Análise

A trajetória artística de Lenora de Barros é marcada pela influência do concretismo, seja pela via familiar, através do pai, o artista Geraldo de Barros (1923-1998), seja pelo interesse demonstrado pela poesia concreta, sobretudo do grupo Noigandres, formado por Augusto de Campos (1931), Haroldo de Campos (1929-2003) e Décio Pignatari (1927-2012). Seus trabalhos iniciais se dão no âmbito da poesia e, em 1983, expõe poemas visuais na 17ª Bienal Internacional de São Paulo, em uma seção especial dedicada ao videotexto, gênero então em efervescência, com curadoria de Julio Plaza (1938-2003).

Interessada na qualidade "verbivocovisual" da palavra, conforme a expressão dos concretistas, explora a simultaneidade da comunicação verbal e visual, passando a desenvolver um trabalho dentro das artes plásticas com influência da arte conceitual e da arte pop. Exemplo de investigação dessas relações pode ser encontrado na instalação apresentada no evento Arte-Cidade 2 - A Cidade e Seus Fluxos, 1994, em que bolas de pingue-pongue são o suporte de um jogo visual e sonoro. Em casos como esse, soma ao aspecto visual da palavra o aspecto sonoro, mais do que o gráfico.

Comumente utiliza a fotografia como forma de documentação de performances encenadas diante da câmera. São exemplos da utilização desse recurso Poema, 1980, um de seus primeiros trabalhos, ou a série Procuro-Me, 2002. Nesta série incorpora estratégias de intervenção na imagem, com sobreposições e recortes feitos digitalmente, que remetem às técnicas utilizadas por Geraldo de Barros, especialmente na série Sobras, 1996/1998. Mas também executa performances ao vivo, como O Corpo Não Mente, 1994, e Da Origem da Poesia, 2000, entre outras.

O uso do vídeo retorna em trabalhos mais recentes como a série de videoperformances Não Quero Nem Ver, 2005, A Mulher - Há Mulheres, 2005, vídeo da série em que um gorro de lã sobre o rosto se desfaz enquanto a artista enumera frases sobre tipos femininos, é exemplo de como na sua obra é forte o peso do universo cultural e teórico da poesia concreta, mas também de como comparecem elementos de um discurso sobre a condição feminina e a construção social de sua imagem.

Outras informações de Lenora de Barros:

  • Outros nomes
    • Lenora de Barros
    • Leonora de Barros
  • Habilidades
    • Artista plástico

Obras de Lenora de Barros: (4) obras disponíveis:

Midias (1)

Lenora de Barros - Enciclopédia Itaú Cultural
A poesia concreta é uma grande influência no trabalho da artista plástica e poeta paulistana Lenora de Barros. “O empenho deles [concretistas] apareceu para mim como uma libertação. Era impossível continuar fazendo uma poesia tradicional”, diz ela, que é filha do concretista Geraldo de Barros. O estudo da linguagem, da comunicação verbal e visual tem papel importante em sua produção, que envereda pela poesia visual, usando recursos de fotografia, vídeo e instalações. Também marcada pela performance e pelo trabalho da artista multimídia Yoko Ono e do grupo Fluxus, Lenora se torna personagem de muitas de suas obras, sejam elas em vídeo ou foto. “Foi uma coisa que captei como atitude na época”, afirma. Ela também acumula importante atuação na imprensa nos anos 1990, assinando a coluna “Umas”, de experiências poéticas e fotoperformáticas no extinto Jornal da Tarde, e como editora de fotografia da Folha de S.Paulo.

Realização do vídeo: Documenta Vídeo Brasil
Captação e edição (Libras): Sacisamba
Intérprete: Carolina Fomin (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

Espetáculos (1)

Exposições (93)

Artigo sobre Arte na Rua

Artigo da seção eventos
Temas do artigo: Artes visuais  
Data de inícioArte na Rua: 1983  |  Data de término | 1983
Resumo do artigo Arte na Rua:

Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP)

Artigo sobre Arte e Tecnologia

Artigo da seção eventos
Temas do artigo: Artes visuais  
Data de inícioArte e Tecnologia : 02-09-1985  |  Data de término | 09-09-1985
Resumo do artigo Arte e Tecnologia :

Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP)

Artigo sobre Território Expandido II

Artigo da seção eventos
Temas do artigo: Artes visuais  
Data de inícioTerritório Expandido II: 20-06-2000  |  Data de término | 16-07-2000
Resumo do artigo Território Expandido II:

Serviço Social do Comércio (Pompéia, São Paulo, SP)

Todas as exposições

Eventos relacionados (8)

Artigo sobre sp-arte 2010

Artigo da seção eventos
Temas do artigo: Artes visuais  
Data de iníciosp-arte 2010: 29-04-2010  |  Data de término | 02-05-2010
Resumo do artigo sp-arte 2010:

Fundação Bienal de São Paulo

Artigo sobre sp-arte 2011

Artigo da seção eventos
Temas do artigo: Artes visuais  
Data de iníciosp-arte 2011: 12-05-2011  |  Data de término | 15-05-2011
Resumo do artigo sp-arte 2011:

Fundação Bienal de São Paulo

Fontes de pesquisa (14)

  • AFONSO, Ligia. Crítica da Exposição Coletiva: Entre a Palavra e a Imagem, no Museu da Cidade de Lisboa, em 2007. Disponível em: Não catalogado
  • AFONSO, Ligia. Crítica da Exposição Coletiva: Entre a Palavra e a Imagem, no Museu da Cidade de Lisboa, em 2007. Disponível em: [http://www.artecapital.net/criticas.php?critica=109]
  • BARROS, Lenora de; JAFFE, Noemi. Procuro-me. Produção executiva Mauro Saraiva; fotografia Paulo Jares. Rio de Janeiro: Espaço Cultural Sérgio Porto, 2002. folha dobrada, il. p&b color.
  • BARROS, Lenora de; JAFFE, Noemi. Procuro-me. Produção executiva Mauro Saraiva; fotografia Paulo Jares. Rio de Janeiro: Espaço Cultural Sérgio Porto, 2002. B2776p 2002
  • CANTANELLA, Elaine. "_quero_ver". BARROS, Leonora. Não quero nem ver. São Paulo: Paço das Artes, 2005. Não catalogado
  • COHEN, Ana Paula "O que há de novo, de novo, pussyquete? Lenora de Barros, Galeria Millan, São Paulo". ArtNexus No. 42 - Nov 2002. Disponível em: [http://www.artnexus.com/servlet/NewsDetail?documentid=7840] Não catalogado
  • DUARTE, Luísa. Retalhação. Catálogo Centro Cultural Maria Antonia da Universidade de São Paulo, 2007. Não catalogado
  • DUARTE, Paulo Sergio. "Lenora de Barros". Texto sobre a série de vídeos Não quero nem ver, publicado no catálogo da 5ª Bienal do Mercosul. Porto Alegre: Bienal do Mercosul, 2005. Não catalogado
  • KHOURI, Omar. "Lenora de Barros". Fotografia Contemporânea. 22/5/2005. Disponível em: [http://www.fotografiacontemporanea.com.br/arquivos/artigos/3336CF/%7BB8F15C9E-4CCA-4223-9DD2-3438B445B26D%7D_pdf.pdf] Não catalogado
  • KHOURI, Omar. Visualidade: característica predominante na poesia da era pós-verso: apontamentos. FACOM - Revista da Faculdade de Comunicação da FAAP, n.2. 2º semestre de 2001. Não catalogado
  • PALAVRA imágica. Curadoria Betty Leirner, Walter Silveira; fotografia Eide Feldon; introdução Ana Mae Barbosa; texto Lucia Santaella, Betty Leirner. São Paulo: MAC/USP, 1987. SPmac 1987/p
  • PALAVRA imágica. Curadoria Betty Leirner, Walter Silveira; texto Lucia Santaella, Betty Leirner. São Paulo: MAC/USP, 1987. [58] p., il. p&b.
  • SATO, Amelia. "Palabras que picam". Página 12/ RADAR. Buenos Aires, Argentina, Domingo, 29 de Junho de 2003. Disponível em: [http://www.pagina12.com.ar/imprimir/diario/suplementos/radar/9-808-2003-06-29.html] Não catalogado
  • TERRITÓRIO expandido II. Prêmio Multicultural Estadão 2000. São Paulo: Sesc, 2000. paginação irregular, il. color. Não catalogado

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • LENORA de Barros. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2018. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa109502/lenora-de-barros>. Acesso em: 15 de Dez. 2018. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7