Artigo da seção pessoas Bernardo Caro

Bernardo Caro

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Artes visuais  
Data de nascimento deBernardo Caro: 05-12-1931 Local de nascimento: (Brasil / São Paulo / Itatiba) | Data de morte 16-09-2007 Local de morte: (Brasil / São Paulo / Campinas)
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Mulher, Cavalinho e Garrafa , 1973 , Bernardo Caro
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Biografia

Bernardo Caro (Itatiba, São Paulo, 1931 - Campinas, São Paulo, 2007). Pintor, gravador, desenhista, escultor, cineasta, fotógrafo, educador e professor. Muda-se para Campinas em 1933. Atua como professor secundário em diversas escolas estaduais do interior de São Paulo, entre 1954 e 1971. No mesmo ano integra, como gravador, o Grupo Vanguarda, em Campinas.

Coordena, em 1968, o Curso Experimental de Arte Moderna do Museu de Arte Contemporânea de Campinas (Macc). Liga-se, em 1972, à Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC/Campinas), de cujo Departamento de Artes Plásticas foi chefe de 1979 a 1982. Sucessivamente, de 1983 a 1986, dirige o departamento de artes plásticas da Unicamp e, de 1986 a 1989, o Instituto de Artes da mesma universidade.

De 1996 a 2006, atua como vice-cônsul da Espanha para Campinas e região. Nesse período, expõe em diversas cidades espanholas. O Instituto Cervantes, em São Paulo, dedica uma exposição retrospectiva à obra de Bernardo Caro em 2007, pouco depois de sua morte.

Análise

Os trabalhos iniciais de Bernardo Caro, nos anos 1960, concentram-se na xilogravura. A produção desse período reúne exemplos de obras alinhadas com mais de uma tendência. Como observado pelo crítico Mário Schenberg (1914-1990), Caro faz em 1964 uma série de xilogravuras tendendo ao realismo fantástico, mas ainda mostrando afinidade com a geometria, caso de Composição D.

Numa outra série da mesma época, a tendência à fantasia já se desprende da forma geométrica abstrata, enfatizando traços de aparência orgânica, como em Enigmas II e Enigmas III, de 1965. Há, além disso, trabalhos ligados à abstração informal, exemplificados por Gravura VII, de 1966. No fim dos anos 1960 e início da década de 1970, Caro realiza xilogravuras que se ligam à linguagem da arte pop. Algumas misturam cultura de massa e engajamento social, como Homens/Protesto, de 1967.

Outras obras desse grupo tratam de temas voltados à sexualidade e à vida urbana, como Mulheres x Noite (1967) e Parado com Elas (1970). Os primeiros trabalhos de Caro no campo da instalação - que ele denomina conceitual-ambiental - datam também do início dos anos 1970. O Altar e Isolados, ambos de 1971, são exemplos dessa fase.

Durante os anos 2000, realiza uma extensa série de pinturas intitulada Neonlúdio. Nesses trabalhos, figuras de mulheres sugeridas por linhas esquemáticas dividem a tela com cópias de mulheres presentes em obras-primas da história da arte, como Maja Desnuda de Goya, de 2003.

Outras informações de Bernardo Caro:

  • Outros nomes
    • Bernardo Caro
  • Habilidades
    • Cineasta
    • Pintor
    • gravador
    • professor
    • desenhista
    • escultor
    • fotógrafo

Obras de Bernardo Caro: (5) obras disponíveis:

Exposições (140)

Artigo sobre Exposição das Doações de Artistas Campineiros para o Acervo do Colégio de Aplicação Pio XII (1964 : Campinas, SP)

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Temas do artigo: Artes visuais  
Data de inícioExposição das Doações de Artistas Campineiros para o Acervo do Colégio de Aplicação Pio XII (1964 : Campinas, SP): 1964
Resumo do artigo Exposição das Doações de Artistas Campineiros para o Acervo do Colégio de Aplicação Pio XII (1964 : Campinas, SP):

Colégio de Aplicação Pio XII (Campinas, SP)

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Eventos relacionados (1)

Fontes de pesquisa (12)

  • ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979. 2v.
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Organização André Seffrin. 2. ed. rev. e ampl. Curitiba: Ed. UFPR, 1997.
  • CARO, Bernardo. Bernardo Caro e equipe convívio: sempre. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1975.
  • CARO, Bernardo. Proposições 1964/1986. Organização Berenice Toledo. Campinas: Unicamp. Instituto de Artes, 1986.
  • CARO, Bernardo. Proposições 1964/1986. São Paulo: MAB, 1986.
  • CAVALCANTI, Carlos (org.). Dicionário brasileiro de artistas plásticos. Brasília: MEC / INL, 1973. v.1: A a C. (Dicionários especializados, 5).
  • GOMES, Eustáquio. Caro, ponto de união entre Espanha e Brasil. Jornal da Unicamp, Campinas, SP, 2007. Disponível em: < http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/setembro2007/ju373pag12.html >. Acesso em: 21 nov. 2007.
  • GRUPO Vanguarda de Artes Plásticas de Campinas: 1958 - 1966: registro histórico através de resenha jornalística e catálogos. Campinas: MIS, 1981. (projeto vanguarda).
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • PANORAMA cultural de Campinas - 1995. Campinas: MACC, 1995.
  • PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969.
  • SALÃO PARANAENSE, 37., 1980, Paraná, PR. 37º Salão Paranaense. Curitiba: Teatro Guaíra, 1980.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • BERNARDO Caro. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2018. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa10372/bernardo-caro>. Acesso em: 17 de Dez. 2018. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7