Artigo da seção instituições Königsberger e Vannucchi

Königsberger e Vannucchi

Artigo da seção instituições
Artes visuais  
Data de aberturaKönigsberger e Vannucchi: 1975 | Local de fechamento: (Brasil / São Paulo / São Paulo)

Histórico

Jorge Königsberger (São Paulo, São Paulo, 1940). Gianfranco Vannucchi (Florença, Itália, 1950). Arquitetos. Königsberger forma-se na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie (FAU/Mackenzie), em 1971, ano em que funda seu escritório. Vannucchi estuda na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP). Durante a graduação, faz estágio no escritório de Königsberger. Pouco depois de se formar, em 1975, associa-se ao arquiteto paulista, no escritório Königsberger e Vannucchi Arquitetos Associados. 

Em atividade, o escritório recebe diversos prêmios, entre eles pela Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura, em 2006 (AsBEA); pelo departamento paulista do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB/SP), em 2008 e 2002; os promovidos pela International Real Estate Federation (Fiabci), em 2009, 2003 e 1995 e o 7º Prêmio Talento Engenharia Estrutural (2009).

Além da atividade profissional, ambos participam de instituições de classe e culturais. Vannucchi é presidente da AsBEA de 2000 a 2002, e Königsberger de 2004 a 2006. Este último coordena o Colégio de Presidentes das Entidades do Colégio Brasileiro de Arquitetos (CBA), enquanto seu sócio participa do Colegiado da Secretaria da Habitação da Prefeitura de São Paulo (Sehab), da Comissão Técnica de Legislação Urbana do Sindicato de Habitação (Secovi), do Conselho Diretor do Museu da Casa Brasileira e da Fundação Bienal de São Paulo. Königsberger ainda é professor de projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap) e da Faum, e coautor do livro O Arquiteto e as Leis: Manual Jurídico para Arquitetos (2004).

Königsberger e Vannucchi fazem parte de um grupo de arquitetos que consideram esgotadas as possibilidades de investigação da arquitetura moderna, dado seu dogmatismo e sua vulgarização corrente. Por isso, buscam novos caminhos para a profissão. O marco inicial dessa busca é o Edifício Terra Brasilis (1986-1990), situado na região da avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, ícone do pós-modernismo em São Paulo. 

Concebido como ruptura com os preceitos modernos até então dominantes, o edifício recupera a importância do monumental, do simbólico e do lúdico na arquitetura. Desde o nome, a edificação é marcada pelo excesso e pela ironia, com composição definida pela justaposição de referências: dos pilotis de Le Corbusier (1887-1965) à grelha racionalista, passando pelas curvas de Oscar Niemeyer (1907-2012), pelo relógio do Palazzo Vecchio, em Florença, e pelo escalonamento característico dos edifícios do centro histórico de São Paulo. 

Buscam, nessas referências, dialogar com a produção arquitetônica pregressa e com a cidade. Essa intenção é retomada nos edifícios Top Towers (2008), situados na avenida Vergueiro, sobre a avenida 23 de Maio, no bairro do Paraíso. Parte de um empreendimento maior que contempla edifícios residenciais e comerciais, as torres de escritório dialogam com o entorno por meio da variação de gabarito, das cores, dos revestimentos e dos balcões, que lhes conferem desenho mais doméstico, compatível com o bairro do Paraíso.

Em seus 40 anos de existência, o escritório é responsável por edifícios residenciais, comerciais, de serviço e de uso múltiplo que marcam a paisagem paulistana e testemunham novas formas de investimento imobiliário na cidade. Merecem destaque as construções de uso misto Brascan Century Plaza (1998-2003), no Itaim Bibi, e o residencial Duo Alto de Pinheiros (2008).

Outras informações da instituição Königsberger e Vannucchi:

  • Outros nomes
    • Königsberger e Vannucchi Arquitetos Associados

Fontes de pesquisa (17)

  • BASTOS, Maria Alice Junqueira. Pós-Brasília: rumos da arquitetura brasileira: discurso, prática e pensamento. São Paulo: Perspectiva: Fapesp, 2003. 277 p., il. p&b.
  • BASTOS, Maria Alice Junqueira. Königsberger Vannucchi. Duo Alto de Pinheiros. São Paulo: C4 – Cris Correa Editorial, 2009.
  • BASTOS, Maria Alice Junqueira. O desenho do lugar. Arquitetura e Urbanismo, São Paulo, n. 176, p. 43-48, nov. 2008.
  • IDOGAWA, Simone. O construtor de tendências. Even Mag – Brasil, n. 6, p. 46-49, nov. 2006.
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  • KÖNIGSBERGER, Jorge; VANNUCCHI, Gianfranco. A procura de uma linguagem local frente à globalização. Projeto Design, São Paulo, n. 251, p. 84-85, jan. 2001.
  • KÖNIGSBERGER, Jorge; VANNUCCHI, Gianfranco. Complexos multiusos. Arqart, Ribeirão Preto, n. 52, p. 24-29, fev. 2007.
  • KÖNIGSBERGER, Jorge; VANNUCCHI, Gianfranco. Grandioso. Casa & Mercado, São Paulo, n. 42, p. 28-34, dez. 2004.
  • KÖNIGSBERGER, Jorge; VANNUCCHI, Gianfranco. Königsberger Vannucchi. Disponível em: < http://www.kvarch.com/ >. Acesso em: 20 jan. 2011.
  • LACERDA, Mariana. Entrevista Gianfranco Vannucchi. Arc Design, São Paulo, n. 53, p. 80-83, mai. 2007.
  • MELENDEZ, Adilson. Quadras multifuncionais – Königsberger Vannucchi. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003.
  • MOURA, Éride. A prática faz a perfeição. Arquitetura e Urbanismo, São Paulo, n. 155, p. 50-54, fev. 2007.
  • NAKAMURA, Juliana. Reverência à cidade. Arquitetura e Urbanismo, São Paulo, n. 176, p. 38-42, nov. 2008.
  • SABBAG, Haifa Y. Terra Brasilis. Sons de uma memória. Arquitetura e Urbanismo, São Paulo, n. 33, p. 20-27, jan. 1991.
  • SEGRE, Roberto. Arquitetura brasileira contemporânea. Rio de Janeiro: Viana & Mosley, 2003.
  • WEISS, Ana. Königsberger Vannucchi. Vozes da resistência. Arc Design, São Paulo, n. 67, p. 84-88, ago. 2009.
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Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • KÖNIGSBERGER e Vannucchi. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2019. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/instituicao636845/koenigsberger-e-vannucchi>. Acesso em: 23 de Mai. 2019. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7