Artigo da seção eventos Caixa 2

Caixa 2

Artigo da seção eventos
Teatro  
Data de inícioCaixa 2: 24-10-1997
Local de realização: (Brasil / São Paulo / São Paulo) | Instituição de realização: Teatro Cultura Artística
Tipo do evento: espetaculo | Classificação do evento: a classificar

Histórico

Texto escrito por Juca de Oliveira (1935) e montado por Fauzi Arap (1938-2013), sucesso de bilheteria abordando os escândalos e falcatruas que rondam o país ao longo dos anos 90.

O enredo é extremamente simples: pensando em dar um calote, um banqueiro sem escrúpulos usa sua ingênua secretária como "laranja" para a transferência de uma enorme quantidade de dinheiro. O problema surge quando o registro, ao invés de ser realizado na conta da moça vai para a conta do gerente do banco, um honesto e reputado funcionário. As confusões que se armam a seguir constituem a intriga e preparam o inesperado final da comédia.

A grande força da realização está na conjugação de fatores essenciais a esse tipo de proposta: um ótimo elenco, os diálogos ágeis e engraçados, a fluência mantida pela direção e a ambientação agradável de todo o conjunto. Fauzi Arap encena o espetáculo com mão leve e divertida, contribuindo para a fluidez dos desempenhos. Além do próprio Juca no palco, a melhor interpretação é de Fulvio Stefanini vivendo o gerente, ao lado de sua mulher Cláudia Melo.

Segundo o crítico Nelson de Sá, são os intérpretes a melhor coisa da montagem: "Stefanini faz o pobre diabo que admira o banqueiro, seu modelo de vida, é demitido por ele, é recontratado, perde as ilusões, bebe descontrolado, chora como criança, jogado de um lado para outro sem consciência do que a ação vai fazendo com sua vida. É de longe a personagem - a interpretação - mais fascinante de Caixa 2. Menos por seus valores éticos, que afloram no final, e mais pela ingenuidade. Roberto, o gerente, é um daqueles papéis algo míticos que fazem a delícia dos atores e do público, de que pode ser lembrada, como outro exemplo, a Olímpia de Denise Fraga, em Trair e Coçar. Caixa 2 lembra Trair e Coçar também em sua extrema simplicidade. É uma comédia, talvez nem bem uma comédia, como quer o autor, sem vôos formais, mas eficiente. Suas personagens, do banqueiro ao filho do gerente, são bem fundados, dando chaves para os atores tirarem deles tanto quanto puderem. E um talentoso elenco foi reunido, em torno da história simples contada em Caixa 2".1

Notas

1. SÁ, Nelson de. Atuação de Stefanini marca 'Caixa 2'. Folha de S.Paulo, São Paulo, 13 dez. 1997. Ilustrada, p. 4-6.

Ficha Técnica do evento Caixa 2:

Fontes de pesquisa (4)

  • MAGALDI, Sábato. Moderna dramaturgia brasileira. São Paulo: Perspectiva, 1998. 323 p.
  • REVISTA DA FOLHA, São Paulo, p. 63, 5 dez. 1997. 
  • SÁ, Nelson de. Atuação de Stefanini marca 'Caixa 2'. Folha de S.Paulo, São Paulo, 13 dez. 1997. Ilustrada, p. 4-6.
  • SALLUM, Érica. 'Caixa 2' expulsa corrupção da pizzaria. Folha de S.Paulo, São Paulo, 24 out. 1997. Ilustrada, p. 4-10.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • CAIXA 2. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2019. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/evento398551/caixa-2>. Acesso em: 19 de Out. 2019. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7